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terça-feira, 3 de agosto de 2010

E o título encontra a notícia

Este é daqueles títulos que já estão mesmo à espera da própria notícia. Depois é fácil. O jornalista só tem de soltar um sorriso, esfregar as mãos e mostrar ao mundo a sua obra. "Caraças, sou mesmo bom! Imortal... sem vida... Pá, que espectáculo! Isto é que é jornalismo". Não digo que não seja. Mas bom jornalismo com certeza que não é. E duvido que a notícia se mantenha por muitos mais minutos no site da Bola. Faz-me lembrar o anúncio da morte de Maurice Gibb, um dos membros dos Bee Gees. "The author of 'Staying Alive' is dead!". O jornalista da BBC foi despedido.

PS- Mas até teve piada.

sábado, 31 de julho de 2010

Um sucesso

Esta semana foi apresentado o resultado do primeiro transplante total de rosto, uma cirurgia inédita no mundo. O resultado é considerado um sucesso.

Espera lá... um SUCESSO?!?!?!

terça-feira, 13 de abril de 2010

De Portugal com amor


Portugal vai ajudar a Grécia com 770 milhões de euros. Não é piada. é mesmo uma notícia. E das verdadeiras. Nada daquelas do 24 Horas nem do Correio da Manhã. Isto é verdade. Está confirmado. Portugal - sim, nós!, que atravessamos uma das crises mais graves de que há memória - vai dar setecentos e setenta milhões de euros à Grécia para ajudar à sua recuperação económica. Ou seja, em média, cada um de nós vai contribuir com 77 euros. O Ricardo, aquando da primeira ajuda à Grécia, contribuiu com um frango.


Nós, portugueses, sempre gostámos mais de ajudar os outros do que nós próprios. É uma condição nossa. Foi assim com Timor, com Angola, com o Haiti e com aquele país chamado Madeira.

Ajudamos e ficamos sem nada. E depois? Que solução encontramos para resolver este nosso problema de generosidade excessiva? Pedimos emprestado. Contamos com a generosidade de outros que, seguindo a lógica, pedirão emprestado a outros (que ajudarão com toda a generosidade). E assim sucessivamente. Andamos de generosidade em generosidade até atingirmos um défice jeitoso. E depois lá vêm as medidas drásticas de apertar o cinto, fazer dieta e ir todos os dias ao ginásio. Porque nós só deixamos de ser generosos quando vemos que os outros estão melhor que nós. E aí, alto e pára o baile. A generosidade dá lugar à ganância, e a lamechice dá lugar à crítica. Quando estes conceitos se juntam, é quando nós, portugueses, atingimos o nosso clímax enquanto povo. Se José Gil diz que "Portugal tem medo de existir", eu (outro pensador importantíssimo do nosso tempo) digo que Portugal tem coragem de ajudar. Uma coragem parva e sem sentido. Mas nós somos mesmo assim. Preferimos ser generosos. E deixar andar. Deixar andar é generoso. Não fazer nada é generoso. Dar é generoso. Sorrir é generoso. Chorar é generoso. E o pior disto tudo é que - sendo a nossa generosidade uma doença crónica - nós gostamos de a praticar. Mesmo com quem tenha muito mais que nós.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Dar sangue


"Homossexuais podem dar sangue. Só não podem dizer que o são", notícia do Público. Aqui está um sketch sobre o tema. Escrito por mim, interpretado por Miguel Raposo e Francisco Areosa.

domingo, 7 de março de 2010

La la la

A Maddie foi vista a cantar num coro no Canadá. Nada que me surpreenda. Sempre desconfiei que ela tinha jeito para utilizar a boca.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Mundo, que mundo?

O mundo parece uma sala de espera de um centro de saúde. O ambiente carregado, a televisão em altos berros, as traições nas revistas do ano passado, as velhas a resmungar quem tem mais doenças. Até agora, o Haiti (a velha do canto) ia na frente, com dores nas costas, reumatismo nas articulações e varizes nas pernas. Logo a seguir está a Madeira (a velha mais endinheirada que não se chega perto das outras) com problemas no que toca a retenção de líquidos, diarreia e cataratas. Mas, há coisa de minutos, entrou na sala uma velha que promete atingir a medalha de ouro das Olimpíadas das Desgraças, Chile, uma velha rabugenta com diabetes, acentuada falta de memória e Parkinson. Calma... Estou a receber informações de que chegou mesmo agora outra velha, Argentina, com os mesmos problemas que a do Chile. Isto promete!

Os médicos (conhecidos no meio como jornalistas) recebem as velhas nos consultórios, auscultam-lhes o coração e receitam-lhes medicamentos. Os errados,claro. Elas acabam sempre por voltar. E com dores cada vez piores.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Uma verdade anunciada


A tragédia que se abateu sobre a Madeira afinal já era uma coisa prevista há muito tempo. Apesar dos vários estudos que indicavam um possível acontecimento deste género, o Governo Regional continuou a sua empreitada irresponsável.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Depois de um cherne, temos agora um polvo. Portugal está mesmo no fundo do mar...


E, por consequência, também está o nosso jornalismo. A falta de liberdade de imprensa que os jornalistas tanto sentem é trazida a público… pelos meios de comunicação social. Estranho? Sem dúvida. É clara a contradição existente neste processo. Se os jornalistas vêm dizer para a comunicação social que são vítimas de censura no exercício das suas funções, estão a mentir. Se realmente houvesse censura, as declarações destes jornalistas seriam proibidas. Coisa que não acontece.


A tentativa de bloquear a impressão do jornal "Sol" de hoje não foi, de todo, a atitude mais correcta. Mas não foi uma atitude governamental. Foi uma atitude de um cidadão comum (seja ele administrador, gerente, sócio ou empregado de limpeza da PT) perante o conteúdo presente nesta edição. Mas será que a publicação de material proibido de ser publicado é uma atitude digna do bom jornalismo? Será que tornar conhecida informação confidencial é um acto ético? Será que apresentar material (já analisado pela Justiça Portuguesa e tido como desnecessário para o processo), apresentando-o como uma prova inequívoca da realidade dos factos é moralmente correcto? Será que enganar o povo português com conteúdos não comprovados em embrulhos coloridos e em capas folclóricas e atractivas é uma atitude certa? A publicação das escutas no "Sol" é uma violação das normas da justiça, é um acto criminoso e deve ser punido como tal. Independentemente da verdade. Os fins não justificam os meios. Se assim fosse, o Sistema Judicial seria abolido e a tortura seria o principal caminho para a obtenção da verdade.

Eu não sei para que lado pende a verdade, sei é que a forma de a descobrir não pode ser através de ilegalidades e de crimes. Um crime não se apaga com outro crime. Tal como um penalti não se compensa com outro penalti. Mas infelizmente estamos em Portugal e temos de nos sujeitar ao manual de instruções deste país. Esta é a nossa mentalidade. Errada. Uma mentalidade de compensações em que o certo anda completamente descompassado do errado.

O jornalismo nacional cria as notícias, desenvolve-as e sentencia-as. Tudo isto feito numa esfera fechada, bastante afastada da população, e dominada sempre pelos mesmos jornalistas, pelos mesmos entrevistados, pelos mesmos comentadores, pelos mesmos arguidos, pelos mesmos réus. As personagens desta história mal contada que é o Jornalismo Português são sempre as mesmas. A chamada Opinião Pública fecha-se em si mesma e estabelece regras e normas para todo o país. O Jornalismo é considerado como o Quarto Poder por isto mesmo. Muito mais do que os poderes Legislativo, Executivo e Judicial, o Jornalismo agita as águas, desempoeira mentalidades e põe o mundo a nu e sujeito à nossa apreciação. Mas cada vez mais se está a tornar no Quarto do Poder, onde as notícias são fabricadas debaixo dos lençóis, na penumbra de um quarto de hotel e na sequência de um cigarro. E o país é que sai fodido.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Queres é aparecer

Dia após dia, vão aparecendo sobreviventes do sismo no Haiti. Realmente, estas pessoas só querem é protagonismo...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

"Sónia Araújo mostra os gémeos pela primeira vez"

Desilusão... Por momentos, pensei que ela poderia mostrar as gémeas...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Shake shake shake

O sismo de hoje trouxe uma coisa positiva. Os doentes com Parkinson sentiram-se normais.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Zás

Em França, vai ser lançado um GPS para combater a violência doméstica. Estava a ver que não, estou farto de acertar no ar.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Twittar no altar

"Estou no altar com a Tracy Page, onde há um segundo atrás, ela se tornou minha mulher. Tenho de ir, é tempo de beijar a noiva".

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A estrela de David

Mário David, deputado do Parlamento Europeu, eleito nas listas do PSD, incentivou José Saramago a abdicar da cidadania portuguesa e confessou ter «vergonha de o ter como compatriota».


«José Saramago, há uns anos, fez a ameaça de renunciar à cidadania portuguesa. Na altura, pensei quão ignóbil era esta atitude. Hoje, peço-lhe que a concretize... E depressa! Mesmo correndo o risco de eu estar a ser politicamente incorrecto», escreveu Mário David no seu site pessoal.


O apelo do eurodeputado social-democrata surge depois de declarações recentes de José Saramago, em que o Nobel português classificou a Bíblia como «um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana».


Mário David diz que, no que respeita a questões religiosas, «Saramago é reincidente, é o seu segundo pecado», logo deveria ser condenado por isso. O eurodeputado terminou dizendo que não está para ouvir as «verdades que a intelectualidade de esquerda lhe quer impingir».


Ora, se Mário David tem vergonha em ser da mesma pátria de uma pessoa que não defende os mesmos ideais que ele defende e que, por isso mesmo, quer expulsá-la e depressa!, então julgo que a pátria de Mário David se situa sensivelmente no centro da Europa entre 1939 e 1945.


Depois, o eurodeputado admite que está a ser «politicamente incorrecto». Isso só prova que não está a agir da melhor forma perante o cargo que ocupa. Um cargo, curiosa e surpreendentemente… político!


Há uma outra coisa que me chamou a atenção: o facto de Mário David apelidar José Saramago de «reincidente». O sacana, afinal, já tinha cometido um outro pecado e este é o segundo. Maldito sejas, José Saramago que não acreditas em Deus! Maldito! Para além de não acreditares em Deus ainda tens a coragem de o dizer publicamente! A questão que eu coloco é a seguinte: qual é o sentido disto? Dizer que Saramago cometeu dois pecados e, por isso mesmo, deveria ser expatriado é a mesma coisa que dizer que Saramago, do ponto de vista futebolístico, é um jogador muito parado e está sempre em fora de jogo. Não faz sentido nenhum, pois está claro! Se há quem baseie as suas decisões nos Dez Mandamentos, eu prefiro basear as minhas nas leis da FIFA. Também pouco se cumprem, mas ao menos têm fundamento.


Quanto à “intelectualidade de esquerda” e às verdades que esta lhe quer impingir, apenas tenho a dizer que – se são verdades – apenas as tem que aceitar. Venham elas de onde vierem. Da esquerda, da direita, do centro… Conotar o ateísmo com a Esquerda Política denota uma ignorância completa perante a realidade, bem como um preconceito perigoso perante os que são de esquerda e os que são ateus.


Caro Mário David, apesar de não pertencer à minha pátria, gostaria que a representasse de uma forma mais digna no Parlamento Europeu.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A Bíblia não foi escrita pela Paula Bobone

José Saramago diz que "a Bíblia é um manual de maus costumes". Eu nunca fui grande fã do nosso Nobel, mas subscrevo a opinião que tem sobre deus e, especificamente, a opinião que tem sobre a Igreja Católica. É simplesmente ridículo confiar a nossa vida numa mera suposição. Aliás, é uma suposição infundada, uma vez que não há provas nenhumas da existência de Deus. Qualquer discussão que se possa ter com um crente sobre esta matéria teima em acabar no absurdo, com a tão repetida resposta Porque sim!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O Jorge Palma do xadrez

O xadrezista Vladislav Tkachiev foi expulso durante um torneio por estar embriagado. Isto notou-se quando, em vez de comer a rainha, tentou bebê-la.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O poder da oração!

Katy Perry rezava todos os dias para ter seios grandes


A norte-americana Katy Perry assumiu que quando era pequena passava horas a rezar para ter seios volumosos: “Lembro-me bastante bem de me ajoelhar junto da cama, quando tinha nove anos, a rezar e a pedir a Deus para me dar mamas tão grandes que quando me deitasse de costas nem sequer conseguisse ver pés”.


“Um pouco de intervenção divina mostra o poder da reza! Antes de sair de casa ou antes de entrar em palco, salto à corda freneticamente para que fique tudo firme o suficiente para que estas rochas não dêem espectáculo por conta própria”, disse em declarações ao The Sun.


Blitz

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Uma música para uma notícia

A notícia:

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Professora pedófila pode voltar ao ensino

Ana Margarida, professora de Português na Escola EB2/3 André Soares, em Braga, foi condenada a dois anos e meio de prisão, com pena suspensa, por abuso sexual de uma menor. O juiz não aplicou qualquer pena acessória à docente de 38 anos que, apesar de ter sido suspensa de funções aquando da abertura do inquérito judicial, poderá agora voltar a leccionar e já em Setembro.

in Correio da Manhã

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A música:

Hey, teacher, leave the kids alone!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Floribella e Yannick Djaló

Depois de tanto procurar, parece que a Floribella encontrou o seu príncipe encantado. Se bem que nos contos de fadas, desta cor só o escravo.