Eis o porquê da Lei da Rolha (min. 2:15).
Vivemos no tempo dos assassinos, tempo de todos os hinos, e ouvimos dobrar os sinos, quem mais jura é quem mais mente. Vou arquitectar destinos, sou praticamente demente.
segunda-feira, 15 de março de 2010
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
A estrela de David
Mário David, deputado do Parlamento Europeu, eleito nas listas do PSD, incentivou José Saramago a abdicar da cidadania portuguesa e confessou ter «vergonha de o ter como compatriota».
«José Saramago, há uns anos, fez a ameaça de renunciar à cidadania portuguesa. Na altura, pensei quão ignóbil era esta atitude. Hoje, peço-lhe que a concretize... E depressa! Mesmo correndo o risco de eu estar a ser politicamente incorrecto», escreveu Mário David no seu site pessoal.
O apelo do eurodeputado social-democrata surge depois de declarações recentes de José Saramago, em que o Nobel português classificou a Bíblia como «um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana».
Mário David diz que, no que respeita a questões religiosas, «Saramago é reincidente, é o seu segundo pecado», logo deveria ser condenado por isso. O eurodeputado terminou dizendo que não está para ouvir as «verdades que a intelectualidade de esquerda lhe quer impingir».
Ora, se Mário David tem vergonha em ser da mesma pátria de uma pessoa que não defende os mesmos ideais que ele defende e que, por isso mesmo, quer expulsá-la e depressa!, então julgo que a pátria de Mário David se situa sensivelmente no centro da Europa entre 1939 e 1945.
Depois, o eurodeputado admite que está a ser «politicamente incorrecto». Isso só prova que não está a agir da melhor forma perante o cargo que ocupa. Um cargo, curiosa e surpreendentemente… político!
Há uma outra coisa que me chamou a atenção: o facto de Mário David apelidar José Saramago de «reincidente». O sacana, afinal, já tinha cometido um outro pecado e este é o segundo. Maldito sejas, José Saramago que não acreditas em Deus! Maldito! Para além de não acreditares em Deus ainda tens a coragem de o dizer publicamente! A questão que eu coloco é a seguinte: qual é o sentido disto? Dizer que Saramago cometeu dois pecados e, por isso mesmo, deveria ser expatriado é a mesma coisa que dizer que Saramago, do ponto de vista futebolístico, é um jogador muito parado e está sempre em fora de jogo. Não faz sentido nenhum, pois está claro! Se há quem baseie as suas decisões nos Dez Mandamentos, eu prefiro basear as minhas nas leis da FIFA. Também pouco se cumprem, mas ao menos têm fundamento.
Quanto à “intelectualidade de esquerda” e às verdades que esta lhe quer impingir, apenas tenho a dizer que – se são verdades – apenas as tem que aceitar. Venham elas de onde vierem. Da esquerda, da direita, do centro… Conotar o ateísmo com a Esquerda Política denota uma ignorância completa perante a realidade, bem como um preconceito perigoso perante os que são de esquerda e os que são ateus.
Caro Mário David, apesar de não pertencer à minha pátria, gostaria que a representasse de uma forma mais digna no Parlamento Europeu.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Avelino Felgueiras
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Iésse, i quéne
Domingo é dia de eleições e o Altino precisa de si!
Programa partidário de Altino Pinto, candidato a Presidente da Junta de Freguesia de Barranha:
- Construção de um café central
- Água, luz e gás para todos os cinco habitantes
- Máquina de finos em cada lar barranhense
- Área de tratamento do saneamento básico directamente para o rio Dão
- Oferta de um boi, um carneiro, um bode e um porco para cobrirem as respectivas
- Ecocentro de excremento animal para reutilização como fertilizante das terras (e das águas)
Juntos conseguimos!
O Mandatário da Campanha
André Pereira
domingo, 4 de outubro de 2009
Avançou Portugal (parte 5)
Resumindo - de forma bem espremidinha - estas Legislativas:
O PSD é o partido que sai mais fragilizado destas eleições. O PS perdeu votantes amuados para o BE, mas vai recuperá-los. O CDS-PP ganhou votantes historicamente seus. O PCP mantém o seu núcleo duro. O BE recebeu as migalhas do PS. Mais tarde, o BE perde essas migalhas para o PS e volta ao partido minoritário que é. O PSD tem um núcleo duro, mas que é mais mole e fragilizado do que necessariamente rijo. O PSD não consegue mais porque não tem onde ir buscar eleitores. O CDS-PP tem os seus eleitores definidos e vai ter cada vez mais. O PS ganha as eleições sem todos os seus eleitores, e daqui por uns tempos volta a ter os perdidos. Mas atenção. Este puxão de orelhas foi valente e pode dar lugar a uma “ida para o quarto sem televisão”. O PSD nunca pode ir buscar eleitores ao BE nem ao PCP. Portanto, ou muda de política e de forma de a fazer, ou então será como o Sporting: o eterno segundo.
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Imagem: DR
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Avançou Portugal (parte 4)
PCP-PEV: Ocupa a posição que mais se adequa às suas políticas: a última (dentro dos cinco grandes partidos). Se há coisa que não entendo nos militantes do PCP é a raiva com que transmitem as suas ideias. Parece que estão sempre zangados, fecham as mãos, rangem os dentes, espumam pela boca, dão murros no ar e gritam cânticos de (des)ordem. Esta militância excessiva pela defesa do proletariado e pela constante atribuição de culpas a quem está no poder é algo que revela uma falta de inteligência e estratégia tais que nem merece um contra-argumento. De qualquer das formas, há que realçar a liderança (há liderança num partido comunista?) de Jerónimo de Sousa, que trouxe uma comunicação mais cuidada ao partido.
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Abstenção: é uma vergonha o elevado número de pessoas que não vai votar. É preciso uma exagerada dose de ignorância, burrice e debilidade para não cumprir um dever cívico. O voto é a forma mais directa que nos aproxima das decisões políticas para o nosso país! E 39% dos eleitores portugueses decidiram abdicar desse direito/dever. Pois bem, que o façam. Infelizmente, não há uma lei que obrigue as pessoas a votar. Tal como não há nenhuma lei que impeça essas mesmas pessoas que não votam de fazer parte de sindicatos, de movimentos grevistas, de manifestações. Mas devia. Quem não vota deveria entrar numa lista negra. As pessoas que tivessem o nome nessa lista deveriam ser proibidas de exercer qualquer outra actividade que estivesse relacionada com a política.
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(a última parte será um resumo bem espremidinho das Legislativas)
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Imagens: DR
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Avançou Portugal (parte 3)
BE: Ficou-se pelo quarto lugar, quando muitos (?) esperavam que se assumisse como a terceira força política. Francisco Louçã enganou-se e, apesar de todo o seu discurso demagógico de vitória, a verdade é que foi ultrapassado com grande classe pelo CDS-PP. Ultimamente, o Bloco de Esquerda tem-se apelidado de “verdadeira esquerda” e de “grande força política”. É certo que os últimos resultados eleitorais têm colocado o BE como partido a ter em conta; no entanto, acho que tudo não passa de um bluff. O BE é um partido muito vago, sem ideologia passível de ser posta em prática. Para além disso, todos os eleitores que foi ganhando têm sido “migalhas” que o PS tem deixado cair: ou seja, são aqueles que por algum motivo se zangaram com o PS e, para não votar na direita, votam no BE (votar na PCP está fora de questão). Mais cedo ou mais tarde, os “zangados” fazem as pazes com o PS e volta tudo à “ordem natural das coisas”.
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(na quarta parte será analisado o PCP-PEV bem como a taxa de abstenção)
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Imagens: DR
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Avançou Portugal (parte 2)
PS: Conseguiu, de forma bastante categórica, mais uma vitória eleitoral. Perdeu a maioria absoluta, mas não deixa de ser o vencedor. Nestas eleições, foi o partido que obteve mais votos e que elegeu o maior número de deputados logo, ficou em primeiro lugar. Há que reconhecer o mérito de um partido que se viu a par com uma das crises mais graves das últimas décadas e que, contra muitos lobbies já instalados, soube implementar reformas mais que necessárias na Função Pública. Perde a maioria absoluta devido a alguma autoridade (necessária!) em alguns sectores, mas mantém o número suficiente para ser o partido vencedor. O PS sai reforçado pois ultrapassou um teste crucial no seu percurso.
PPD/PSD: Para quem dizia que iria “com toda a certeza” vencer estas eleições, Manuela Ferreira Leite parece que se enganou “um bocadinho”. Por tudo aquilo que apostou, pelos ataques que desferiu e pelo fogo de artifício que disparou, o PSD foi claramente o grande derrotado destas eleições. O discurso pessimista, caquético e putrefacto de Manuela Ferreira Leite teve os seus merecidos frutos. A política de verdade era real, mas correspondia a uma verdade apagada, a uma verdade só para os militantes da derrota. E no PSD esta verdade assenta que nem uma luva. No cômputo geral, o PSD manteve o cinzentismo e apatia que o tem caracterizado de há uns anos para cá. O primeiro lugar nas Europeias, tão aclamado pelos militantes do PSD, afinal não foi mais do que um “acidente de percurso”. É certo que são dois momentos eleitorais bastante distintos, mas não foi isso que Manuela Ferreira Leite quis dar a entender aos portugueses.
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terça-feira, 29 de setembro de 2009
Avançou Portugal (parte 1)

Quanto aos últimos, nos seus discursos, nenhum líder partidário admitiu a derrota o que, por si só, revela uma de duas coisas: ou não sabem as regras ou então sabem as regras mas não as entendem. Quando se luta pelo primeiro lugar, qualquer outra posição equivale a uma derrota. Ora bem, amigos do PSD, PP, BE e PCP, deixem ver se vos consigo explicar de forma mais simples: 1º lugar – vencedor; 2º, 3º, 4º e 5º lugares: vencidos. Isto tendo em conta que todos os partidos concorrem para o 1º lugar. Se assim não for, não vejo qual a credibilidade das suas propostas. Um partido só se assume realmente como um partido se os ideais que estão na sua génese forem considerados pelos seus membros como os ideais a seguir pelo país. Eu sou do Benfica e “sofro” pelo Benfica porque quero que ele ganhe, que seja campeão. Bem como os adeptos do Porto, do Sporting, do Guimarães, da Académica ou do Braga querem que os seus clubes vençam e sejam os melhores. Não me contento, de forma alguma, com o segundo, terceiro, quarto ou quinto lugares. Por tudo isto, qualquer partido que não tenha ficado em primeiro lugar não se pode nomear de vencedor. É errado. Completamente errado.
No entanto, compreendo a “síndrome dos pequenitos”. Há um mini-campeonato no qual competem todos os outros partidos que não o PS e PSD. Nesse ponto, o CDS-PP é o claro vencedor, colocando-se surpreendentemente (ou não) à frente do BE (apesar de ter aumentado de forma considerável o número de votos) e do PCP (que também aumentou o número de votos e de deputados). Visto deste prisma – em que ninguém se importa de ficar em último – todos estes partidos foram uns “vencidos-vencedores”, até porque todos subiram no número de votos e conseguiram o objectivo a que se propuseram: tirar a maioria absoluta ao PS.
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(esta é a primeira parte do artigo. Na segunda parte, serão analisados os partidos PS e PSD. Na terceira parte, o CDS-PP e o BE. Na quarta parte, o PCP-PEV e a Abstenção)
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Imagem: DR
domingo, 27 de setembro de 2009
Inteligência ou Manuela Ferreira Leite? Escolhe!
Hoje é dia de eleições. E é muito fácil:sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Democraticamente
sexta-feira, 24 de julho de 2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
quinta-feira, 11 de junho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
Europeias. Eu-ro-pei-as!
Se a tabela for virada ao contrário, o PSD ficou em último lugar. E é assim que os resultados destas eleições europeias devem ser analisados. Sem utilizar a palavra “primeiro” nem “vencedor”. Este campeonato lembrou-me o último que o Benfica venceu. Teve o seu mérito, mas só ganhou porque o FC Porto estava muito fraquinho. Assim se passou ontem. O Paulo Rangel (e não o PSD!) venceu porque o Vital Moreira (e não o PS!) foi (e é) muito fraquinho. Esta é uma não-derrota do candidato Paulo Rangel que trouxe, é certo, alguma frescura política ao PSD. No entanto, até um passageiro do avião que se despenhou no Atlântico tem mais frescura e vivacidade do que o Vital Moreira. Porém, agora que Paulo Rangel se vai embora, como fica o PSD? Com a Manuela Ferreira Leite, novamente. Uma peça de cera que tem menos expressividade que um bloco de cimento e com o mesmo sentido de oportunidade que o Nuno Gomes. A apatia e retrocesso que o PSD atravessa é doloroso e faz-nos ver que, afinal, a política ainda pode ser um antro de incompetências e imbecilidades.Errada, aliás, erradíssima a mensagem que algumas pessoas tentam transmitir, transportando os resultados destas eleições para os futuros resultados das legislativas. Aceito que muitas pessoas não votaram no Partido Socialista como forma de castigar o Governo, porém, muitas houve que não votaram PS porque era encabeçado por Vital Moreira, um homem que, apesar da sua inteligência (um dos pilares da nossa Constituição), se revelou como um autêntico fracasso enquanto político e enquanto líder. Portanto, parem de se armar em Professores Bambos da política e coloquem as cabecinhas a pensar. E não a inventar, está bem? Estas foram as Eleições Europeias. As Eleições Legislativas virão brevemente. Não foram agora. Até porque há muitas disparidades entre elas, e os meios (técnicos e humanos) a serem utilizados são muito diferentes. Os objectivos são outros, as pessoas são outras, o contexto é outro. Aí sim, critica-se ou apoia-se o Governo, critica-se ou apoia-se a Oposição. Cada coisa a seu tempo.
Outra coisa é a abstenção. As pessoas têm de tomar consciência, de uma vez por todas, que o voto é um dever. Se querem mostrar desinteresse perante a política, votem em branco ou votem nulo. Façam o que bem entenderem, mas votem! É vergonhoso passarmos o ano a criticar tudo e mais alguma coisa e, finalmente, quando chega a altura de podermos exercer plenamente as nossas funções de eleição, deixarmos as escolhas entregues a outros. Não é apenas desinteresse, é uma autêntica estupidez!
Esta não é uma derrota apenas de José Sócrates, como muitos querem fazer crer. Sócrates assume a sua quota-parte, como é óbvio, uma vez que foi ele quem escolheu Vital Moreira para candidato, o que se revelou num erro de casting tremendo. No entanto, não era Sócrates que estava em jogo, mas sim Vital Moreira. E só alguém com uma capacidade elevada de ignorância é que não sabe distinguir as duas coisas.
O certo é que continuarão a nascer pessoas com o martelo na mão esquerda, a foice na mão direita e a asneira na ponta da língua. Felizmente, nunca chegarão ao poder e contentam-se com lugares medíocres. À sua semelhança.
domingo, 7 de junho de 2009
Eleições Europeias 2009 - Vote!
Hoje é dia de eleições. Portanto, cá vai a minha opinião sobre os mais importantes candidatos.
Vital Moreira, PS
- Um erro de casting
- Pode ter boas ideias, mas não as sabe transmitir, provocando ruído na comunicação
- Estraga o PS. Todos esperam que as eleições terminem rapidamente
Paulo Rangel, PSD
- Forte nas suas convicções
- Apesar da sua frescura política, está amarrado à ignóbil presidente de partido
- Imagem sólida e segura
Nuno Melo, CDS-PP
- Rapaz betinho que suja a camisa (e a credibilidade) nas feiras e nos mercados
- Uma campanha bipolar (não se sabe bem quem é o candidato – se Nuno Melo, se Paulo Portas)
- Óptimo produtor de soundbytes (à semelhança do seu chefe). As suas frases ficam no ouvido e sabe-se perfeitamente quais as suas ideias
Miguel Portas, BE
- É fácil concorrer pelo BE. Basta virar o tabuleiro ao contrário e criticar tudo
- Muito favorecido pelo dom da palavra de Francisco Louçã
- Velho com saudades do Woodstock
Ilda Figueiredo, CDU
- Transporta as ilusões próprias de um discípulo de Marx
- Pouco segura nas ideias concretas para a Europa
- Postura muito frágil e crítica perante tudo o que mexe
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Néscia
Não poderia deixar de lado um dos temas que está na ordem do dia: o confronto televisivo entre Manuela Moura Guedes e Marinho Pinto. A certa altura da entrevista, o Bastonário da Ordem dos Advogados não suportou mais o tom persecutório da energúmena que estava sentada à sua frente, e fez o que muita gente ansiava por fazer. O exercício de Manuela Moura Guedes enquanto jornalista é simplesmente deplurável. Este é o resultado habitual sempre que esta boneca plastificada quer fazer o que não sabe. Na sexta-feira, ouviu o que há muito tempo merecia. E ficou sem palavras. Aguarda-se uma explosão de silicone raivoso nas próximas edições do Jornal Nacional. Para quem defende este animal falante, faça favor de consultar o Código Deontológico do Jornalista e confirmar a afirmação de Marinho Pinto: "Você viola constantemente o Código Deontológico do Jornalista. Duvido até que o conheça".






