quinta-feira, 13 de julho de 2006

Recomendo: "Quando Nietzsche Chorou"

Uma história maravilhosa acerca do amor, da redenção e do poder da amizade.

Friederich Nietzsche, o maior filósofo da Europa, está no limite de um desespero suicida, incapaz de encontrar cura para as insuportáveis enxaquecas que o afligem.

Josef Breuer, médico distinto e um dos pais da Psicanálise, aceita tratar o filósofo com uma terapia nova e revolucionária: conversar com Nietzsche e, assim, tornar-se um detective na sua cabeça.

Pelas ruas, cemitérios e casas de chá da Viena do sec. XIX, estes dois gigantes do seu tempo vão conhecer-se um ao outro e, fundamentalmente, conhecer-se a si próprios.

E no final não é apenas Nietzsche que exorciza os seus fantasmas. Também Breuer encontra conforto naquelas sessões e descobre a razão dos seus próprios pesadelos, insónias e obsessões sexuais.

Quando Nietzsche Chorou funde realidade e ficção, ambiente e suspense, para desvendar uma história superior sobre amor, redenção e o poder da amizade.

terça-feira, 11 de julho de 2006

Entrevista ao Papel - "Todos somos papel"

Diário de Fictícias – Antes de iniciar esta entrevista, gostaria de agradecer a sua disponibilidade em aceitar este nosso convite.
Sr. Papel –
Ora essa, eu é que agradeço por, finalmente, alguém me utilizar de forma adequada.

DF – Como assim?
Papel –
Hoje em dia tenho encontrado muitos problemas, talvez o mais importante seja a preferência das pessoas pelo meu maior concorrente, o Computador. Por isso fico contente por me utilizar para este seu trabalho.

DF – O Computador ocupa um lugar essencial na nossa sociedade…
Papel –
Sim, e, por um lado, eu até concordo porque facilita a vida às pessoas, a muitos níveis. Por exemplo, os documentos podem ser arquivados sem ganhar pó, podem ser guardados num espaço ilimitado… Reconheço a importância do Ciberespaço. Contudo, fico triste ao assistir ao desaparecimento de coisas que já faziam parte da nossa vida… Já não se enviam cartas de amor pelo correio, a compra de livros tem diminuído, os bilhetes trocados entre namorados foram substituídos pelos sms… Muita coisa mudou… Agora tudo o que encontramos no “mundo real” encontramos no “mundo virtual”, e até em maior quantidade.

DF – Isso não traduzirá a inovação tecnológica que varre quase todo o planeta?
Papel –
Esse é um tema um pouco ambíguo, uma vez que inovação tecnológica pode não querer significar melhoria da qualidade de vida. Os objectos electrónicos são muito importantes mas também têm as suas desvantagens… Hoje em dia, se um sistema electrónico falhar, pode causar danos a muitas pessoas. As máquinas têm-se apoderado do ser humano.

DF – Segundo estudos recentes, o seu consumo – falo do papel, naturalmente –, nesta “era dos computadores” tem vindo a aumentar, contrariando todas as previsões.
Papel –
Sim, no início tudo parecia prejudicial, mas acabou por ter aspectos positivos, uma vez que os próprios computadores fazem com que eu e a minha família sejamos mais utilizados… Eu até tenho uma boa relação com o Computador, mas acho que, por vezes, sou preterido em relação aos ficheiros electrónicos.

DF – O que recorda com mais saudade dos seus tempos de infância?
Papel –
Quando eu nasci, há mais de 2000 anos, na China, fui considerado uma descoberta incrível. Lembro-me de ser, nessa altura, muito bem visto e idolatrado por muitos. Tinha um “papel principal”.

DF – Actualmente, reparte o pódio com outras invenções…
Papel –
Sim. E isso não me incomoda nada. Sabe, todos temos papéis diferentes… Somos todos necessários à sociedade.

DF – Quais são as áreas da sua preferência?
Papel –
Sou muito ligado aos trabalhos manuais, à literatura, ao teatro, ao cinema, à economia... Resumindo, gosto muito de Política! Sou o elemento que passeia mais dentro da Assembleia da República… Ando de um lado para o outro, visito várias secretárias, cadeiras, canetas então!… No fim, o resultado é sempre o mesmo. Todos os projectos que por mim passam, acabam por morrer. Fica tudo no papel.

DF – Como é o seu dia-a-dia?
Papel –
Acordo sempre muito cedo para trabalhar. Levanto-me da cama todo amarrotado e com vontade de passar o dia deitado… Aliás, é isso mesmo que acontece. O meu tempo divide-se entre a papelaria onde passo a maior parte do tempo (andando de mão em mão, de impressora em impressora, levando uns agrafes aqui outros ali, uns furinhos, enfim, tudo e mais alguma coisa…) e a Assembleia da República. Muitas das vezes, não sei se é impressão minha, mas fico com um tom de pele diferente… Ou estou muito colorido, ou a preto e branco, ou às riscas, aos quadradinhos…

DF – Acaba por ter uma vida divertida…
Papel –
Pode-se dizer que sim; porém, a diversão não é tudo e precisamos de “papel” para viver… Nesse aspecto é que sou um pouco prejudicado. Eu sou muito barato e as pessoas não me sabem aproveitar… Poderia ter uma vida mais longa e tranquila se, depois de me utilizarem, me colocassem no meu devido lugar, num Ecoponto.

DF – Tem algum modelo a seguir?
Papel –
Sim, tenho. Sempre gostei do papel de embrulho, porque acaba por ser sempre uma surpresa para todos. Apesar de trabalhar mais na época natalícia, nunca deixou de ser o meu ídolo. Admiro muito, ainda, o Senhor Bill Gates que, apesar de ser dono do “Mundo Informático” é a pessoa que tem mais “papel” no mundo.

DF – Que conselho deixa aos seus utilizadores?
Papel –
Todos nós somos e temos um papel na vida. O importante é saber escrever nele.

http://www.odespertar.com.pt/sartigo/index.php?x=1694

André Pereira

domingo, 9 de julho de 2006

Adeuzz

Itália é a nova campeã do Mundo de futebol, após a vitória sobre a França, por 5-3 após marcação de grandes penalidades. A selecção transalpina conseguiu controlar o jogo durante a maior parte do tempo. A selecção gaulesa, por seu lado, nunca se deixou encostar à defesa, mostrando mesmo alguns ataques à equipa contrária.

Este jogo foi ainda marcado pela má conduta de Zinedine Zidane, agredindo, com uma cabeçada, o seu colega de trabalho, Materazzi. O nº 10 dos “bleus”, que já vinha há muito tempo adiando a sua retirada do futebol profissional – que entretanto tinha sido agendada para o jogo desta noite –, disse adeus da forma menos apropriada, com uma agressão! Inconcebível atitude, da parte de um dos melhores jogadores do mundo nestes últimos 20 anos!

PS – Senhor Domenech, Zidane e restantes galos: Au Revoir!

André Pereira

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Adeus, até 2010!

Portugal perdeu hoje, em Munique, a oportunidade de chegar à final do Campeonato do Mundo de 2006. A Selecção Francesa levou a melhor, com um golo de Zidane aos 33 minutos, através da transformação de uma grande penalidade. No que diz respeito à arbitragem, o senhor Jorge Larrionda “agiu de forma inteligente”, segundo palavras do capitão Figo. Contudo, foi um jogo bastante disputado, que em nada apaga a excelente campanha que a Selecção Nacional tem feito neste Mundial de Futebol. Auf wiedersehen!

André Pereira

terça-feira, 4 de julho de 2006

Até ao fim!

"Até que a bola entre, até que o estádio se levante, até que se grite golo, até que o país se abrace, até que milhões de gargantas se unam, até que todos os cachecóis se agitem, até ao apito final, até que a voz nos doa, até que o coração aguente, até ao minuto 90, até ao minuto 97, até que o árbitro apite e os carros também, até se gritar “Portugal, Portugal”, até que ninguém se cale, até que todos acreditem, até ao próximo jogo, até ao próximo golo, até Colónia, até Frankfurt, até que se marquem tantos golos quantas letras há em Gelsenkirchen, até aos oitavos, até aos quartos, até às meias, até à final, até já."

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segunda-feira, 3 de julho de 2006

Scolari Valente!

Portugal venceu a Inglaterra nos quartos-de-final do Campeonato do Mundo, alimentando assim as esperanças de erguer a taça dourada. Tamanho feito nunca foi atingido por nós e só em 1966 estivemos tão perto de o conseguir. As críticas têm vindo de todos os lados, quer do exterior (imprensa inglesa, equipa holandesa…), quer do interior (pseudo-comentadores de futebol que, por ocuparem lugares importantes na sociedade, julgam-se donos da verdade…). Na minha humilde opinião, e não tenho nenhum curso de treinador, posso afirmar que todo este espírito patriótico se deve graças a uma pessoa; toda esta excelente campanha (quer no Euro 2004, quer agora no Mundial 2006) a nível futebolístico tem tido sucesso devido a uma pessoa; todos os jogadores (unidos como nunca), todos os (verdadeiros) adeptos estão com a NOSSA Selecção e com essa pessoa que nos deu, dá e dará (acredito na sua permanência) muitas e muitas alegrias. Obrigado, senhor Scolari!

André Pereira

quarta-feira, 28 de junho de 2006

Insónia

“Esfregou os olhos, sentindo a rigidez do corpo. Não tinha dormido bem, a acordar depois de cada sonho, e recordava-se de ver os ponteiros do relógio em diferentes posições durante a noite, como se a confirmar a passagem do tempo.”

Nicholas Sparks
O Diário da Nossa Paixão

segunda-feira, 26 de junho de 2006

Países Baixos colocam País em Alta

A nossa Selecção obteve ontem, em Nuremberga, uma vitória por 1-0 sobre a Holanda. Um golo de Maniche aos 23 minutos bastou para que Portugal, após longos períodos de emoção, carimbasse a passagem aos quartos-de-final do Mundial de Futebol. O juiz Valentin Ivanov não soube controlar este julgamento de nações, contribuindo com uma arbitragem polémica. Esperemos agora que a letra da vitamina que tomámos seja de Campeão. Pelo menos até sábado. See you next game.

André Pereira

sexta-feira, 23 de junho de 2006

Entrevista ao Silêncio - Sem Palavras...

Esta entrevista foi feita off-record uma vez que o entrevistado não pode ser ouvido oficialmente.

DF – Olá, senhor Silêncio. Desde já agradeço a sua disponibilidade para nos dar esta entrevista…
Silêncio –
Não tem de quê… Eu estou sempre disponível, as pessoas é que muitas das vezes não sabem como me contactar…

DF – Comecemos pelo princípio… Que recordações guarda da sua infância?
Silêncio –
Ora bem, eu nasci muito longe de Portugal… Num planeta muito distante, não pertencente a esta galáxia. Contudo, vim muito cedo para o planeta Terra e instalei-me aqui em Portugal. Durante muitos anos era muito apreciado, especialmente enquanto estava no poder um senhor que já foi referido numa das suas anteriores entrevistas… Como é meu hábito, recuso-me a dizer o seu nome. Vivi muito bem nessa altura, apesar de ser perturbado algumas (muito raras) vezes. Especificamente da minha infância, lembro-me de ver os conselhos do meu pai (não os podia ouvir porque ele não falava, era o Senhor Silêncio Absoluto) e de ler nos lábios de minha mãe as canções de embalar que utilizava para me adormecer (era a Senhora Caluda). Recordo-me ainda de ver na televisão um filme sobre o meu irmão, “O Silêncio dos Inocentes”.

DF – A partir de uma certa altura na sua vida, o seu papel na sociedade tendeu a diminuir. Encontra alguma razão para que isso tenha acontecido?
Silêncio –
De há umas décadas para cá que noto que tenho sido enviado para segundo plano. As pessoas começaram a poder expressar-se mais livremente, a música começou a utilizar mais instrumentos e sons… Tudo mudou… Hoje em dia, vivemos num tempo muito agitado. Até mesmo o meu primo, o Pensamento, tem sofrido muito com estas alterações. Ninguém pára para pensar! E quando pensam que estão a pensar, fazem-no num ambiente de barulho… Barulho a todos os níveis: social, económico, financeiro…

DF – Há quem o critique pela sua apatia perante os problemas sociais…
Silêncio –
Eu não posso emitir muitas opiniões, uma vez que não fui feito para dar opinião mas sim para pensar sobre o problema. Ando sempre com o meu primo… Reconheço que muitos utilizam o meu perfil para se defenderem… Quando não têm certeza do que pensam, escondem-se atrás da minha “imagem”. Se eu opinasse sobre os problemas sociais, deixaria de existir e de ter credibilidade. Preciso sempre de alguém que me ajude a prevalecer.

DF – Actualmente, que faz?
Silêncio –
Bem, eu ando por aí a passear discretamente. Falo muitas vezes com quem me quer ouvir, contudo não sou bem interpretado por muita gente… O meu horário laboral é nocturno, apesar de, uma vez por outra, trabalhar de dia, por turnos. Mas é muito raro. E até de noite as coisas estão cada vez piores.

DF – Para além da sua actividade, que hobbies tem?
Silêncio –
Desde muito pequenino que tenho uma grande paixão pelo fado. Apesar de não poder cantar, acompanho quem o faz. Sempre que alguém canta o fado, lá estou eu: “Silêncio, que se vai cantar o fado”.

DF – Muita gente fala de si, o que por um lado é positivo; por outro lado, esta fama a que está sujeito afasta-o da sociedade…
Silêncio –
Sim, claro que sim. Eu mesmo, estando a conceder-lhe esta entrevista, estou a quebrar o meu Código Deontológico. Mas espero que não revistem o meu computador à procura de material sonoro… Aliás, poucas vezes utilizo o computador, os meus pertences estão todos arquivados em envelopes noves… Peço desculpa, em envelopes novos.

DF – Quais são as situações mais embaraçosas em que se encontrou até hoje?
Silêncio –
É uma pergunta difícil de responder… Posso dizer que me desloco constantemente a todos os clubes de futebol, passo a vida numa correria muito stressante, especialmente quando há blackouts… Ultimamente tenho ido mais para o norte. Outro caso bastante mediático em que me encontrei envolvido como arguido foi o caso de abuso de menores na Casa Pia. Muitos são aqueles que me tentam comprar, muitos são os que me querem vender… Posso dizer que sou o principal acusado de o processo ainda não ter andado para a frente…

DF – Com estas suas afirmações, está a quebrar o silêncio?
Silêncio –
Longe de mim prejudicar os meus familiares. Eu concedo-lhe esta entrevista mas espero que fique com o meu avô, no Silêncio dos Deuses. Caso contrário terei eu mesmo que o silenciar. Sabe, eu faço as coisas pela calada…

DF – Tem algum sonho que gostaria de ver concretizado?
Silêncio –
Gostaria muito que as pessoas me ouvissem mais vezes. Sabe, eu sou essencial para fazer com que as pessoas sonhem. Sem o silêncio não há sonhos, mas o pior sonho das pessoas é o maior silêncio do mundo… a Morte! E depois lá vem o meu irmão mais pequenino meter-se convosco: o “Minuto de Silêncio”.

http://www.odespertar.com.pt/sartigo/index.php?x=1672

André Pereira

segunda-feira, 19 de junho de 2006

Ciências da Informação e Bolonha

No próximo ano lectivo (2006/2007), o Tratado de Bolonha referente ao Ensino Superior, entrará em vigor em Portugal. O curso de Ciências da Informação, do Instituto Superior Miguel Torga, não foge à regra.

Este processo visa tornar o Ensino Superior mais competitivo e com uma maior uniformização das oportunidades de trabalho. A este curso será aplicada a fórmula de 3+2 – 3 anos de licenciatura (1º ciclo) mais 2 anos de Mestrado Profissionalizante (2º ciclo). Esta adequação abrangeu também a mudança de designação do curso para Comunicação Social, uma forma de mais facilmente poderem ser concretizadas e percebidas as competências exigidas aos futuros licenciados.

A tónica deste processo irá acentuar-se na componente prática que complementará de forma mais eficaz a componente teórica. Não é por acaso que com Bolonha se altera a forma de ensino e se fala num modelo centrado na aprendizagem, abandonando a visão até agora vigente. Os alunos passarão a ser licenciados após a concretização dos obrigatórios 180 ECTS (European Credit Tranfer System), 60 ECTS por cada ano curricular. O ECTS é agora o crédito de medida das competências delineadas para cada unidade curricular, ou seja, engloba as “horas de contacto” (teóricas, práticas, trabalhos de campo, trabalhos laboratoriais e orientações tutoriais) e as “horas extra” (o tempo previsto que o aluno terá de despender para realizar com sucesso a disciplina – pesquisas, entrevistas, leituras e outras).

Com a aplicação de ECTS, em paralelo surgem outros documentos necessários a usar a favor da mobilidade / intercâmbio dos alunos: o Registo Académico, Suplemento ao Diploma (documento individual que irá reconhecer actividades extra e complementares, abrangidas pela área de estudo, efectuadas pelo aluno em prol do seu currículo académico) e a classificação das notas são pontos essenciais – esta classificação será elaborada por unidade curricular e por cada ano lectivo, numa Tabela que de “A” a “Fx” irá expressar as melhores notas (0 a 20 valores) de determinada turma, em determinado ano lectivo, para cada unidade curricular. Respectivamente, e num nível descendente, a “A” corresponderá o intervalo de 18 a 20 valores, a “B” de 16 a 18, e assim sucessivamente até ao “F” (8 a 10) e “Fx” (0 a 8) que dão conta das notas negativas.

O projecto de final de curso será abolido uma vez que durante a licenciatura os projectos serão muitos e variados.

No que diz respeito ao Mestrado, este não é obrigatório, contudo será de extrema importância para a entrada e permanência no mundo do trabalho. Tem a duração de 2 anos, em horário pós-laboral, e poderá ser feito quando e onde se quiser (desde que preencha os devidos requisitos).

Estas novas medidas pretendem trazer melhorias na educação em Portugal, tendo sido analisado neste texto, de forma mais específica, o curso de Ciências da Informação (futuramente Comunicação Social) no Instituto Superior Miguel Torga.

Como opinião pessoal, reconheço que a adaptabilidade a este sistema não será fácil mas os pontos fortes irão superar todas as adversidades que possam surgir.

As informações contidas neste texto, bem como a elaboração do mesmo, só foram possíveis devido à disponibilidade da Mestre Sofia Figueiredo, Directora Executiva da Licenciatura em Ciências da Informação e Presidente do Conselho Pedagógico do ISMT.

André Pereira