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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A Dinastia Ming

A dinastia Ming é, como todos sabemos, uma dinastia com um nome ridículo. Mas fácil de dizer. Tudo começou há largos milhões de tempos atrás, num sítio abençoado pelos deuses e amaldiçoado também pelos deuses. (Naquela altura os deuses mandavam em tudo, mas - verdade seja dita - eram muito indecisos). Um dia, cansados de tantas indecisões, os deuses tomaram - finalmente! - uma medida. Acabar com a fome? Acabar com a guerra? Fazer do Benfica campeão? Nada disso. A decisão única e que alteraria o rumo da História mundial foi a de criar uma dinastia. Isso mesmo, uma dinastia. Meteram mãos à obra e, durante mais de muitos milhões de tempos, entreteram-se na sua construção.

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Depois de todo este trabalho, encostaram-se nas nuvens e deixaram-se adormecer. Até hoje. Como o mundo não parava, os humanos olharam para aquela dinastia e decidiram dar-lhe um nome. "Ora bem, que nome vamos dar a esta dinastia que perdurará para todo o sempre?", perguntou o director da dinastia (um director eleito para uma dinastia sem nome). "E que tal dinastia Ming? É um nome curto, fica no ouvido e, daqui por uns anos, até dá para fazer um franchising", respondeu o criativo. O director pensou e respondeu com um assombroso "Não!", "Esse nome é horrível, pequenino e não tem estilo nenhum".

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O criativo, que já estava chateado que chegue por ter sido contratado para uma dinastia que não tinha nome, levantou-se da cadeira, deu um murro na mesa e outro no director. O director começou a chorar, chamou pela mãe, ela não veio, e atirou-se da janela. Felizmente estava no décimo oitavo andar - quer dizer, felizmente para o criativo, que deixou de ter opositores. Mesmo assim, ainda teve de pagar o reparo da janela e o tampo da mesa, o que não impediu o nascimento da dinastia Ming. O criativo casou com a mãe do ex-director - que tinha chegado atrasada - e viveram felizes para sempre. Pelo menos enquanto os deuses estiverem a dormir.

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*Texto criado no âmbito do workshop Escrita de Romance - Módulo: "Como escrever sobre o que não se conhece"

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Escrita de Romance

Decidi aventurar-me na escrita de um romance. Um coveiro, um filho morto, um hospital psiquiátrico. São os pontos essenciais da minha história pensada na primeira aula de Escrita de Romance.

Hugo Gonçalves e João Tordo são os formadores, os leitores, os críticos e também os gajos que nos mandam tpc's. E ainda bem! Esta é uma formação ideal para aqueles que têm milhares de ideias mas não sabem o que fazer com elas. Aqui, aprendemos a pegar nessas ideias e a dar-lhes uma casa, um lar (bonito, não é? São já os efeitos das aulas...). Ou então a deitar essas ideias para o lixo e a criar outras ainda melhores! Para ver estas e as demais, podem aceder ao blogue do workshop: Escrita de Romance.