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sábado, 21 de agosto de 2010

Pensamento do dia

Pinto da Costa (presidente do FC Porto que teve nas suas fileiras jogadores como Jorge Costa, André, Paulinho Santos, Fernando Couto, Maniche, Jaime Magalhães, João Pinto e Bruno Alves, entre milhares) diz que ganhou a Supertaça a uns caceteiros.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Glorioso cartão de época

Já cá canta! Há quem tenha Via Verde, nós temos a Via Vermelha: não passa nada!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Regresso aos cromos I

Depois de saber os convocados do Queiroz, soube que devia comprar uma caderneta. Não tanto pela simpatia que sinto pelo professor e pelos jogadores, mas mais para oficializar os cromos que lá estão. A minha primeira caderneta a sério data do Mundial de 1994, em que eu e o meu vizinho João André ocupávamos a entrada do prédio com autocolantes espalhados do Roberto Baggio, do Romário e do Stoichkov. Depois recortei tudo (maldito eu!) para me ajudar no meu novo vício de então: Subbuteo. Cacola, João Miguel, Pedro, Queen, We are the champions, balizas feitas de lego. Hoje prometo não voltar a rasgar uma caderneta de cromos. Juro.

PS - Aqueles três são os repetidos. Robert Vittek (482), Logo Argentina (107) e Taye Taiwo (129). Quem quiser trocar, faça favor de dizer.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

É o amor.

A nova namorada de Pinto da Costa declarou a sua paixão ao presidente do Porto através de uma música do Roberto Carlos. Pinto da Costa, bem ao estilo de um portista, respondeu com Xutos & Pontapés.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Uma estranha modalidade chamada futebol.


A grande lição que devemos retirar da jornada de ontem é a de que nós somos todos uns parvos. O FC Porto atingiu a sua pior classificação nos últimos anos, perdendo o acesso à Liga dos Campeões, e qual é a reacção dos adeptos, dirigentes e jogadores? Festejarem com foguetes e champanhe; o Sporting perdeu contra a Naval, terminando o campeonato em quarto lugar, e qual foi a reacção? Euforia! O Benfica manteve o primeiro lugar, o melhor ataque, a melhor defesa e o melhor marcador e qual a reacção? Tristeza.

O futebol é um jogo de sentimentos, mas há que saber senti-los! Se é para chorar, ao menos que seja por ter apanhado com um pedregulho na auto-estrada, que é uma coisa que acontece regularmente a quem anda de carro. Todos os condutores sabem isso. Na auto-estrada, para além de ter que se andar sempre na faixa do meio, também se pode apanhar com pedregulhos no vidro da frente. Com sorte - e é preciso muita! - ainda se pode apanhar com uma garrafinha de champanhe no capot. Mas isso é muito esporádico, só mesmo em dias de festa. Chorar por isto é de homem!

Tanto como é de homem rir do seu próprio insucesso. É de homem, sim senhor, mas daquele tipo de homem que tem um colete de forças branco num quarto almofadado do Júlio de Matos. Rir e festejar assim é de homem. Maluco. Mas homem.

Em relação ao Braga - Paços de Ferreira, acho que o guarda-redes do Paços de Ferreira fez bem em aceitar o cheque. O Sporting - Naval não vi e, só por isso, já o considero como o melhor jogo do Sporting. Quanto ao FC Porto - Benfica, acho que o FC Porto foi claramente beneficiado. Dá para ver, claramente, que o FC Porto jogou com mais bolas do que o Benfica. O Benfica tinha aquela bola… de futebol. O FC Porto tinha essa e mais umas quantas de golfe. Eu não quero parecer um intelectual do desporto, mas julgo que o futebol joga-se com uma bola de futebol. Acho eu! Não quero estar a dizer coisas que não sei. Mais uma vez, notei aqui uma contradição, não nos sentimentos, mas na modalidade. O FC Porto jogou futebol com bolas de golfe e ficou feliz, eufórico, extasiado com a sua pior classificação dos últimos anos. Algo está mal no futebol português.

domingo, 2 de maio de 2010

Uh-uh-uh

O líder da claque do FC Porto Super Dragões reconheceu hoje ser "um bocado difícil controlar" os excessos, a propósito dos incidentes que têm antecedido a visita do Benfica ao Porto. Fernando Madureira, em declarações à Agência Lusa, garantiu que tem "tentado acalmar toda a gente e não apenas elementos das claques", mas também salientou que gerir "muitas emoções é complicado".

in Diário Digital

Afinal Sua Santidade já está em Portugal há muito tempo. Chama-se Fernando Madureira e a sua missão nesta vida é promover e consolidar a solidariedade entre os povos. Neste caso específico, os povos benfiquista e portista. Avé FernandoMadureira! Avé!

O Sumo Pontífice tem a perfeita noção de que "gerir muitas emoções é complicado", uma tomada de consciência digna de uma pessoa compreensiva e com noção da realidade.

O responsável máximo da moral… Ok, chega!!! Acabaram-se as ironias. Aquele animal do Fernando Madureira não deve ter comido a ração suficiente quando ainda estava em cativeiro. Só pode. E tornou-se num animal selvagem. Assim como o búfalo, a hiena ou o lince da Malcata. A única diferença para este último é que, infelizmente, o Madureira não está em extinção. Mas isso resolve-se facilmente. É deixar de o alimentar. Nada de bananas para esse animal que é uma excepção à Teoria da Evolução das Espécies de Darwin. As espécies evoluem. O Fernando Madureira espuma da boca.

Como é que um líder de uma claque pode promover a violência e continuar em liberdade? Será que o Jardim Zoológico está lotado? A jaula está a ser limpa?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Mas... o que é isto?!


Ao ver o Record de hoje, surgem-me logo duas perguntas: 1ª: o que é que o gajo que decide a capa do jornal anda a fumar? 2ª: porque é que o Ronaldo me está a ensinar a piscar o olho?

Depois de várias horas de meditação, ainda não consegui dissipar as minhas dúvidas. No entanto, tenho várias hipóteses. Para a primeira, sugiro marijuana, lsd ou merda (sendo esta última a opção mais aceitável). Para a segunda... ora bem... epá, é o Ronaldo! Está ali em três tiras de banda desenhada. Numa de olhos abertos a rir. Numa com um olho aberto e outro fechado. E na outra com os dois olhos fechados. O que é que eu hei-de dizer sobre isto? Está tudo escarrapachado. A piada está lá. Não posso inventar muito mais. Quanto muito, posso dizer que está ali uma mensagem subliminar referente aos três grandes. O Benfica, com os olhos bem abertos, confiante, sorridente. O Porto, intermitente, um olho aberto e outro fechado, expressão mais apreensiva. E o Sporting, de olhos fechados com a cabeça virada para o lado, fora de plano, desfocado e com um riso parvo.

É ou não é grande?



Dia 29 de Abril de 2010. 9h30 da manhã. Era esta a fila para comprar bilhetes para o Benfica - Rio Ave, o último jogo da Liga. O jogo da consagração do título nacional. Espero eu! O Benfica é grande, mas (e custa-me muito dizer isto) a fila para comprar bilhetes é maior. Neste caso, a grandeza de um clube vê-se pelo tamanho da fila. Grande fila tem o Benfica. E adeptos com uma paciência de Jó. Tudo graças a Jesus.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Reservado



O Marquês de Pombal está reservado para nós. Os sportinguistas que nem pensei em ir para lá festejar a participação na Taça Intertoto.

sábado, 17 de abril de 2010

Agora sim, o Sporting perdeu o campeonato



Ainda não escrevi uma única linha sobre o jogo do Benfica (2) - Sporting (0). Pouco há a escrever. Sou do Benfica. E, como é hábito, ganhei. Sem espinhas. "Limpinho", como disse o Jesus. Fiquei apreensivo na primeira parte, mas na segunda a equipa mostrou do que é feita e os leõezinhos vergaram-se que nem crianças perante um padre. O Moutinho veio dizer que o campo estava inclinado, o Carvalhal sublinhou e o Costinha passou a marcador fluorescente. Daqueles amarelos para se ver bem. Têm razão quanto à entrada do Luisão. Deveria ter sido expulso. Mas o Moutinho também deveria ter ido para a rua, o Miguel Veloso também, o Grimi, o Daniel Carriço... Colocar as culpas na arbitragem quando o Benfica foi tão superior mas tão superior é de uma falta de nível tal que nem faz sentido. Aliás, esta falta de nível só pode ser a razão para eles terem achado o campo inclinado (piada difícil mas perceptível a engenheiros e a pessoas que penduram coisas em casa).

Mas é natural toda esta azia por parte dos sportinguistas. Afinal, o campeonato do Sporting sempre consistiu, apenas e só, nos confrontos com o Benfica. Durante quatro anos esteve em segundo lugar e nunca se falou de crise. Claro que não. O Benfica esteve sempre nos lugares abaixo. No início desta época, o Benfica passou para a frente e a crise instalou-se no reino leonino. Mudaram de treinador, andaram à porrada no balneário, contrataram jogadores, contrataram o Pongolle e substituíram o director desportivo. Tudo por causa do Benfica. Admitam. E nem assim o Sporting conseguiu passar para a frente. Ui, ainda falta tanto...

E na terça-feira estava ali o campeonato. O jogo de uma vida encarado como a final da Liga dos Campeões. Quer dizer, se nos remetermos à realidade sportinguista, aquele jogo foi encarado como a final do Torneio do Guadiana. E perderam. Novidade? Nenhuma. Absolutamente nenhuma! Mas o Sporting perdeu ali o campeonato. Curioso. Uma equipa que está mais próxima do último lugar do que do primeiro ainda luta pelo título a cinco jornadas do fim.
Pelo título dos incapacitados. Pela Taça dos Fracos. Pela Liga dos Últimos. É por isso que o Sporting luta quando joga contra o Benfica. Não pode lutar por mais nada, portanto faz-se um título na segunda circular. Para quem ainda está a pensar na posição do Sporting, vou repetir, agora com números. O Sporting está a 26 pontos do primeiro classificado (Benfica) e a 25 do último classificado (Belenenses). Tudo por culpa dos árbitros, pois claro.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Com os diabos!


A derrota de ontem foi merecida. O Benfica não esteve ao nível do Liverpool que - sendo uma equipa mediana na Liga Inglesa - é uma forte equipa nas competições europeias (Liga Europa e Liga dos Campeões). Jesus inventou na defesa, Júlio César inventou na baliza, Cardozo inventou no ataque e não houve ninguém a inventar no meio-campo. Este último, no bom sentido. Nem Aimar, nem Carlos Martins, nem mesmo Di Maria estiveram inspirados. Ramires transpirou, mas pouco mais. E Javi Garcia não conseguiu resolver tudo sozinho. Sidnei esteve tranquilo, mas com os erros "normais" de quem não está habituado a jogar. Luisão jogou limitado, Ruben Amorim foi mediano e David Luiz quis fazer muita coisa sozinho. Na frente, Cardozo calçou dois tijolos e só fez alguma coisa de jeito no livre que deu o golo do Benfica. Cá atrás, Júlio César teve culpa nos dois primeiros golos, teve culpa no medo que transmitiu à equipa em sofrer mais golos, teve culpa nas reposições de bola, teve culpa no traumatismo craniano que sofreu porque foi um anjinho (uma vez mais) a ir à bola, teve culpa no último golo do Liverpool - mesmo já não estando em campo - porque fez com que a equipa perdesse a possibilidade de meter mais um jogador lá na frente e teve culpa no meu nervosismo em frente à televisão. Júlio César teve culpa. Não toda, mas bem merecia. Porque ele é mau. E quem tem um cabelo daqueles não pode ser desculpado. Júlio César traiu a nação benfiquista. Não tivesse ele o nome de um imperador romano e a nação benfiquista fosse agora encabeçada por Jesus.


Resta-nos o campeonato nacional, onde estamos confortavelmente em primeiro lugar. Terça-feira espetamos 5 ou 6 àqueles e lá está de volta o "Factor F", tão bem caracterizado pelo exímio comentador desportivo Rui Santos. Aliás, Rui Santos e Nuno Luz fazem uma dupla tão boa de comentadores como o Bibi e o Carlos Cruz fazem de babysiters. Fodem tudo. Então quando o Nuno Luz diz que o "You'll never walk alone" é uma música dos Beatles e que esteve "à conversa" com o Rafael Benitez... Onde posso comprar uma caçadeira?

segunda-feira, 29 de março de 2010

Parabéns, senhor Rui Costa

Hoje Rui Costa fez 38 anos. O dia foi longo e a homenagem que posso fazer a este senhor transporta demasiadas coisas para ser feita em meia dúzia de minutos. Por isso, recordo um texto que escrevi na noite do seu último jogo de futebol.

A Deus:

Hoje as emoções misturam-se. Lágrimas andam de mãos dadas com os sorrisos rasgados de orelha a orelha e a dor deixa marcas de baton nas faces rosadas da alegria. Cá fora, a chuva escolhe outro sítio para cair. Pedaços de água e sal escorrem pela epiderme de milhões de rostos agradecidos. O pouco espaço existente no chão é, subitamente, inundado por labaredas molhadas. Nem nuvens, nem estrelas, nem mesmo o sol ou a lua se dignam a aparecer. É uma despedida alegre, um regresso triste, um turbilhão de sustenidos e bemóis numa pauta de Chopin.

O mundo veste-se de vermelho. Um vermelho-sangue derramado pela multidão. Essa que um dia viu nascer um menino. Não era mais que isso. Ainda hoje o é. Basta olhar nos seus olhos para perceber que ainda brinca com uma bola de trapos num campo sem medida, sem linhas ou barreiras. Um simples rectângulo universal pisado por um génio com asas nos pés. E toda esta magia digna de um Houdini sem cartola terminou hoje, ao som das batidas nervosamente aceleradas de um coração ecuménico.

Hoje, sem um consentido aviso prévio, o Maestro desampara milhões de corações num ritmo andante. Obrigado por todas as alegrias que me deste, por todas as tristezas que partilhámos, por tudo! De todos os jogadores que tive oportunidade de ver jogar, Rui Costa foi o melhor de sempre. Não me despeço de um génio alado porque a própria palavra “adeus” transporta a sua identidade.

"Eles lá darem darem, mas cá levarem!"


Foi a frase mais bonita que ouvi na noite do jogo, proferida por um filósofo das palavras que circulava o estádio empurrado por uma multidão de cachecóis vermelhos. "Zé Manel", chamemos-lhe assim, é o sábio anónimo que une a técnica do futebol e a táctica da vida. É ele o cidadão comum, mas ÚNICO!, que cita Platão e bebe uma mini, que ouve Chopin e insulta o árbitro, que chora de saudade e arrota depois de uma bifana. Zé Manel, permitam-me que assim o trate, é por si que vou ao futebol, é por si que escrevo, é por si que existo. Obrigado!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Benfica vs WWE

O Benfica venceu ontem de forma categórica o Futebol Clube do Porto. Sem espinhas. Nada a acrescentar. Nada mais a dizer sobre esta vitória limpa e justa. Perdão, justíssima. Grande Jesus. Enorme espírito de grupo. Gigante Benfica. Quanto a futebol, estamos arrumados.

Agora gostaria de falar do Porto. Primeiro, não percebo o "Futebol" de "Futebol Clube do Porto". Quem pratica aquilo deveria estar no Boxe Clube do Porto ou no Porto Wrestling Federation. Nunca numa modalidade chamada futebol.

Para chegar a esta conclusão, bastou-me existir e assistir aos jogos de futebol. Mas ontem - como todos os dias são dias de esperança - decidi esperar que o Porto soubesse perder e aplaudisse os vencedores. Errado. Aliás, que estupidez a minha. Às vezes até parece que sou dos Super Dragões. Eles que, uma vez mais, fizeram um excelente jogo nas estações de serviço da A1 e A2. Bananas para estes energúmenos.

O Ruben Micael começou o "jogo" logo aos 20 segundos. Minutos depois foi o Bruno Alves. Depois foi o Raul Meireles. Minutos depois foi o Bruno Alves. Seguiu-se o Miguel Lopes. Minutos depois foi o Bruno Alves. Fernando. Minutos depois foi o Bruno Alves. Cristian Rodríguez. Minutos depois foi o Bruno Alves. Minutos depois foi o Bruno Alves. Minutos depois foi o Bruno Alves. Minutos depois foi o Bruno Alves. Minutos depois foi o Bruno Alves. Minutos depois foi o Bruno Alves. E estou a ser benevolente porque vi o jogo pela televisão, o que me impediu de estar sempre de olho no Bruno Alves. Mas uma coisa é certa. Se eu estivesse sempre de olho nele, o certo era ficar com o olho negro. Sinceramente não sei o que dizer da conduta deste animal. E peço desculpa ao meu cão por o estar a incluir na sua categoria. O Bruno Alves parece um animal raivoso que espuma pela boca sempre que vê um jogador… sempre que vê um… sempre que vê. Ponto. Eu até duvido que ele veja. Pelo modus operandi, deve lá ir pelo cheiro. A frustração que vai dentro daquele animal com formato humano é tanta que nem há espaço para a massa encefálica.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Hertha uma vez...


O Benfica empatou hoje com o Hertha de Berlim. Começámos bem, com um golo logo aos três minutos, mas uma bujarda do Javi Garcia traiu o guarda-redes (?) Júlio César. O guardião não está, obviamente, à espera que um jogador da sua equipa remate para a sua baliza, portanto, as desculpas são "relativamente bem" aceites. No entanto, o Júlio César - apesar de não comprometer muito - é um jogador que não se enquadra na qualidade do plantel encarnado. Nem ele nem os outros dois suplentes: Quim e Moreira. Todos jogadores razoáveis, mas nada mais do que isso. São bons suplentes, e pronto. A explicação que encontro para este auto-golo do Javi é a de que o Benfica só está bem a marcar. Às vezes (muitas vezes, não é David Luiz?!) enganam-se na baliza, mas é tudo em prol do futebol espectáculo. E de um marco histórico: a equipa com mais golos marcados. Em que baliza? Não interessa.

O César Peixoto esteve na origem desse grande golo do Javi Garcia. Foi ele que começou a jogada, entregando a bola de bandeja ao alemão do Hertha. Peixoto é perito em dar a bola aos adversários, em colocá-los em jogo e em deixá-los passar. Aliás, a única coisa que César Peixoto faz bem é arranjar namorada.

O Ramires correu mas sem qualidade, o Saviola não existiu e o Ruben Amorim de vez em quando passava-se. Foi um Benfica apático, lento e sem soluções. O Di Maria ainda teve uns rasgos de criatividade, mas foram insuficientes.

Este ano, o Benfica tem tido muitas dificuldades nos jogos fora de casa a contar para a Liga Europa. Aqui, o peso recai sobre as qualidades de Jesus. Se, por um lado, o Benfica tem um treinador que percebe muito de futebol português, também tem um treinador que percebe menos de futebol internacional. Na nossa liga, sabe o nome dos roupeiros de todos os clubes dos Regionais, lá fora nem sabe o nome dos treinadores. Mas, como ele próprio disse e muito bem, a nossa prioridade é o Campeonato Nacional.

Os árbitros estiveram ao nível do campeonato português. Penaltis por assinalar, foras-de-jogo mal marcados, cartões perdoados... E eram seis árbitros! SEIS!!! Enfim, uma ideia vomitada por Platini que, se tudo correr bem, não será aprovada para futuros campeonatos. Aliás, a presença do Platini na UEFA só vem confirmar uma coisa: há lá muita falta de piaçabas.

Como nota final, apenas gostava de deixar uma mensagem de agradecimento à SIC, particularmente ao José Manuel Marques, ao Rui Santos e ao Nuno Luz! Sem eles nunca teria experimentado ver um jogo do Benfica sem o som da televisão. Obrigado!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Ai Carvalhal, Carvalhal... de que é que tu estás à espera?


Há uma nuvem de burrice a pairar sobre Alvalade. Mais do que reforços, o Sporting precisa urgentemente de aulas de apoio. "Humm… este futebol não anda nada bom. Menino Joãozinho, o que é isto? - É uma bola, senhora professora. - Errado, isto é a perna do Ramires. Não anda a estudar! Amanhã vou falar com o seu encarregado de educação."
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O problema dos meninos do Sporting não é o empenho, a garra ou a vontade. O problema é mesmo o saber. Ou a falta dele. Para além de não saberem jogar futebol, também não sabem perder. O que, à partida, é o que se ensina logo na primeira aula: "Lição nº1, Sumário: Como perder sem culpar o árbitro ou a falta de sorte".
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Mas parece que nessa aula também não estiveram presentes nem o treinador nem os dirigentes do Sporting. Se calhar tinham mais que fazer. Esta semana, por exemplo, o presidente do Sporting acompanhou o clube no Brasil… onde esteve a gozar férias.
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Por sua vez, o Carvalhal goza férias em Portugal. É tudo uma questão de organização. E nisso o Sporting é bom. Bastante bom. Se é para jogar mal e para perder, ao menos que o faça com organização e regularidade. E o trabalho do Carvalhal nesse aspecto tem sido óptimo. Só há uma coisa que me faz confusão. Mesmo com o Paulinho ao lado, fico sempre na dúvida de quem será o deficiente. Mas com o tempo espero distinguir melhor.
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O Sá Pinto, alegado defensor do Sporting, também quis ajudar o clube a combater esta crise futebolística. "Menino Sá Pinto, está aqui um jogador do Sporting e está aqui um jogador do Benfica. Qual é que vai mandar para o hospital? - O do Sporting, claro! - Não anda a estudar! Amanhã vou falar com o seu encarregado de educação."
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Mas parece que a falta de inteligência dos dirigentes do Sporting tem influência directa na visão. O treinador, relativamente ao baile de ontem, disse que a falta do João Pereira sobre o Ramires foi "mais aparato do que real" e o Director Interino do Futebol do Sporting disse que o árbitro foi a Alvalade "com o propósito de prejudicar o clube", invocando a "expulsão exagerada" do João Pereira e o "fora-de-jogo inexistente ao Pongolle". Nesta última situação, estou completamente de acordo. Não há fora-de-jogo, o Pongolle ficaria isolado e poderia empatar o jogo. Mas esta não pode ser a justificação de uma equipa que sofre quatro golos em casa e que passa o jogo a ver o adversário jogar.
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A vontade em arranjar bodes expiatórios é tanta que chega a ultrapassar o limite do ridículo. Um clube constituído historicamente por gente tão bem formada e educada nos melhores berços de ouro do nosso país desce a um nível sindicalista e brejeiro tais que chega a dar pena. Este contraste que existe no Sporting é uma consequência da má gestão, da acefalia e da ignorância. E, no topo desta balbúrdia, não há um único encarregado de educação.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Um grande abraço também para ti, Jesus!

Não estava a contar receber nada de especial. A idade avança para todos e, se para uns, as prendas já não são tão importantes, para outros, a imaginação começa a faltar. No entanto, hoje senti-me como se tivesse menos dez anos e quem me ofereceu a prenda mostrou ter mais imaginação que um esquizofrénico viciado em LSD. Muito obrigado ao meu pai, à minha mãe e ao meu irmão. E, claro, ao Jorge Jesus e seus pupilos.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Benfica na frente

Foi o primeiro Benfica-Porto que assisti ao vivo. Para a próxima época - se o Estádio da Luz se mantiver em frente à minha casa - estarei sentado na bancada central para mais uma jogatana destas. O Benfica foi sempre a melhor equipa e o Porto, surpreendentemente, aceitou ser a pior. Cinco minutos na primeira parte foi o que deu de Futebol Clube do Porto. No segundo tempo, o Benfica soube gerir o resultado e controlou o jogo, sem o ter dominado. O golo do Saviola vem na sequência de um fora-de-jogo não assinalado, é certo, mas também é verdade que ficou um pénalti por assinalar a favor do Benfica e muitos cartões por mostrar a jogadores do Porto (não é, Cristian Rodriguez?). É, sim!

O Benfica entra em período natalício com o sapatinho bem composto. O primeiro lugar do campeonato (ex-aequo com o Braga), uma vitória sobre o seu (único) adversário directo e a manutenção na Liga Europa. A Taça da Liga ainda é possível, a Taça de Portugal não passa de uma miragem. No entanto, no Natal não é só receber. Também há que dar. Não queremos ser assim tão lambões. Já temos o menino Jesus. A Virgem Maria fica a cargo do Sporting, que tem muito que rezar. O burro continua no Porto. Será mais ou menos este o tipo de piadas trocadilhadas que vamos ouvir hoje, amanhã e durante toda a época festiva. Eu até posso sugerir alguns títulos para jornais:
  • "Rei Saviola seguiu a estrela até Jesus"
  • "O menino Jesus já nasceu"
  • "Jesus tem a vaca e o burro. Agora tem mais um dragão"
  • "Jesus andou sobre a água"

E pronto. Até já.