quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

A Casa da Minha Avó

Estou um bocadinho farto das lutas da Leopoldina, das danças da Popota, da música do Pingo Doce, dos Pais Natal nas varandas, das palhas do Menino Jesus, das mensagens de telemóvel, do Natal dos Hospitais, do Bolo Rei, do Cavaco Silva, da Manuela Ferreira Leite e de tudo o que esteja sempre a piscar e me provoque ataques de epilepsia.

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Não é esse o significado que dou ao Natal. O Natal, acima de qualquer religião ou playstation, significa Família. Portanto, num rasgo de lamechice, mas também de profundo sentimento e saudade, decidi partilhar convosco um texto que fiz sobre a Casa da Avó.

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A CASA DA MINHA AVÓ

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Tem quatro paredes, um telhado e mil recordações. Lá fora, um caminho de terra segue para a mata que toca com as pontas do verde nos muros da casa. De um lado, um terreno de cultivo com árvores de fruto e legumes por nascer. Do outro lado, um monte de areia que sobe pelo muro do galinheiro. Um portão vermelho de ferro, um canteiro de flores e vinte e oito janelinhas ao longo da parede de entrada. Cá dentro, duas bicicletas encostam-se à parede da Casa dos Sacos - um parque de diversões de velharias: balanças, caixotes, baldes, cadeiras, mesas, vasos, candeeiros e sacos, muitos sacos. O pátio de pedra desce ligeiramente em direcção ao poço de água - sempre esteve tapado, afinal, de onde poderia eu roubar ameixas daquela árvore? Ao lado do poço, uma porta com uma carpintaria lá dentro e ainda uma garrafeira dezassete degraus abaixo. O chão está frio - sempre esteve frio - e a corda que pendura a roupa ainda é a mesma. A roupa é que não. A minha avó agora apenas existe nas peças de dominó escondidas no armário - na terceira prateleira do lado esquerdo, ao fundo, debaixo dos casacos e atrás das camisolas de lã -, nos blocos de papel debaixo do telefone, nas bolachas Maria com manteiga, na ponta do sofá junto à lareira, nas fotografias penduradas ao lado da porta do quarto de hóspedes. E, claro, na máquina de costura junto à televisão. Ao fundo do corredor, a casa de banho. Pequenina. A mesma madeira do chão leva a um quarto, à cozinha e a uma sala utilizada apenas em dias de festa. Tudo continua na mesma. As coisas não mudaram de sítio. Nem as recordações. Tem um telhado e quatro paredes. É a casa da minha avó.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Vamos enfardar!

Esta é a música oficial de Natal do '5 Para a Meia-Noite'. Os arranjos são dos Melech Mechaya e a letra é deste que vos escreve. Desculpem qualquer coisinha.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Benfica na frente

Foi o primeiro Benfica-Porto que assisti ao vivo. Para a próxima época - se o Estádio da Luz se mantiver em frente à minha casa - estarei sentado na bancada central para mais uma jogatana destas. O Benfica foi sempre a melhor equipa e o Porto, surpreendentemente, aceitou ser a pior. Cinco minutos na primeira parte foi o que deu de Futebol Clube do Porto. No segundo tempo, o Benfica soube gerir o resultado e controlou o jogo, sem o ter dominado. O golo do Saviola vem na sequência de um fora-de-jogo não assinalado, é certo, mas também é verdade que ficou um pénalti por assinalar a favor do Benfica e muitos cartões por mostrar a jogadores do Porto (não é, Cristian Rodriguez?). É, sim!

O Benfica entra em período natalício com o sapatinho bem composto. O primeiro lugar do campeonato (ex-aequo com o Braga), uma vitória sobre o seu (único) adversário directo e a manutenção na Liga Europa. A Taça da Liga ainda é possível, a Taça de Portugal não passa de uma miragem. No entanto, no Natal não é só receber. Também há que dar. Não queremos ser assim tão lambões. Já temos o menino Jesus. A Virgem Maria fica a cargo do Sporting, que tem muito que rezar. O burro continua no Porto. Será mais ou menos este o tipo de piadas trocadilhadas que vamos ouvir hoje, amanhã e durante toda a época festiva. Eu até posso sugerir alguns títulos para jornais:
  • "Rei Saviola seguiu a estrela até Jesus"
  • "O menino Jesus já nasceu"
  • "Jesus tem a vaca e o burro. Agora tem mais um dragão"
  • "Jesus andou sobre a água"

E pronto. Até já.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Must be Santa

O mestre regressa com uma música de Natal. Finalmente! Já não posso ouvir a Mariah Carey e afins.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Shake shake shake

O sismo de hoje trouxe uma coisa positiva. Os doentes com Parkinson sentiram-se normais.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Vamos enfardar!

Este é o primeiro post que faço através do meu novo computador, portanto tinha que ser uma coisa em grande. E é, sem dúvida! Este vídeo é um excerto das gravações da Música de Natal do 5 Para a Meia-Noite. A letra é minha e os arranjos musicais são destes senhores que estão aqui ao lado, os Melech Mechaya. A Dona Helena também canta, e aqui está a prova!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Hoje no 5

Hoje à noite, Felícia Cabrita será a convidada de Filomena Cautela. A jornalista investigou e ajudou a divulgar casos como Ballet Rose, Apito Dourado, Freeport, Face Oculta e Casa Pia. A questão que se impõe é: Quando é que ela investiga um caso que tenha mesmo solução?

domingo, 6 de dezembro de 2009

Zás

Em França, vai ser lançado um GPS para combater a violência doméstica. Estava a ver que não, estou farto de acertar no ar.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Twittar no altar

"Estou no altar com a Tracy Page, onde há um segundo atrás, ela se tornou minha mulher. Tenho de ir, é tempo de beijar a noiva".

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Um post especial

Hoje comemora-se o Dia Internacional do Deficiente. Um dia que, por muito mal que corra, há-de sempre andar sobre rodas.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Jameson, ali em baixo

Entretanto entra em cena o Alvim que, apesar de ser um avançado muito perdulário, é um excelente fotógrafo.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Alguém tinha saudades?

Regressa hoje o '5 Para a Meia-Noite' pelas mãos da Filomena Cautela. Pelas mãos, pelos braços, pela boca, pelo cabelo e por tudo aquilo que ela conseguir mexer. Rui Reininho, Carla Vasconcelos e... actores, pois claro: o elenco da peça "Homens Nus a Cantar" são os convidados. No meio disto tudo, de certeza que irão surgir algumas coisas sem graça nenhuma. Eu e o Zé somos os culpados.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Contra-natura

Um padre fugiu com uma rapariga de 18 anos. Os padres andam a escolher pessoas cada mais velhas.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Voava, voava...

Ontem vi duas coisas a voar: a águia Vitória e a Taça de Portugal.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

É logo às 21h30 no Largo Camões

O '5 Para a Meia-Noite' está de volta e quer um regresso em grande! Hoje, às 21:30, no Largo Camões, juntem-se a nós para uma flashmob e gravação de uma promo ao som d' "A Minha Casinha" dos Xutos & Pontapés. Levem relógios parados nas 23:55, objectos luminosos e muitos amigos. Até logo!!!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Pobre Povo

São estes os nossos guerreiros? Os defensores da nossa pátria? Os bravos que nos vão tirar da crise? Os combatentes que vão colocar Portugal no grupo dos países desenvolvidos? Para uns são isto e muito mais. Para mim, são apenas jogadores de futebol. E maus. E os da fotografia são apenas alguns. Há outros. Muitos mais que, infelizmente, estão na selecção nacional. Esta mediocridade alastra a outros elementos dentro da "equipa das quinas". Falo, obviamente, da equipa técnica - encabeçada por Carlos Queiroz -, de dirigentes e do responsável máximo da Federação, Gilberto Madaíl.
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Tenho pena que a selecção esteja impregnada de inutilidade e absorvida em esperanças. Sempre esperanças. Trabalho, responsabilidade, sacrifício e competência são conceitos proibidos dentro do grupo. Renuncio à corja de imbecis que tomou conta da Federação. Renuncio, por isso, à vitória no jogo de hoje. Se houver justiça - não apenas futebolística, mas essencialmente, justiça de competência - Portugal será derrotado. E eu sou a favor da justiça.

A Dinastia Ming

A dinastia Ming é, como todos sabemos, uma dinastia com um nome ridículo. Mas fácil de dizer. Tudo começou há largos milhões de tempos atrás, num sítio abençoado pelos deuses e amaldiçoado também pelos deuses. (Naquela altura os deuses mandavam em tudo, mas - verdade seja dita - eram muito indecisos). Um dia, cansados de tantas indecisões, os deuses tomaram - finalmente! - uma medida. Acabar com a fome? Acabar com a guerra? Fazer do Benfica campeão? Nada disso. A decisão única e que alteraria o rumo da História mundial foi a de criar uma dinastia. Isso mesmo, uma dinastia. Meteram mãos à obra e, durante mais de muitos milhões de tempos, entreteram-se na sua construção.

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Depois de todo este trabalho, encostaram-se nas nuvens e deixaram-se adormecer. Até hoje. Como o mundo não parava, os humanos olharam para aquela dinastia e decidiram dar-lhe um nome. "Ora bem, que nome vamos dar a esta dinastia que perdurará para todo o sempre?", perguntou o director da dinastia (um director eleito para uma dinastia sem nome). "E que tal dinastia Ming? É um nome curto, fica no ouvido e, daqui por uns anos, até dá para fazer um franchising", respondeu o criativo. O director pensou e respondeu com um assombroso "Não!", "Esse nome é horrível, pequenino e não tem estilo nenhum".

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O criativo, que já estava chateado que chegue por ter sido contratado para uma dinastia que não tinha nome, levantou-se da cadeira, deu um murro na mesa e outro no director. O director começou a chorar, chamou pela mãe, ela não veio, e atirou-se da janela. Felizmente estava no décimo oitavo andar - quer dizer, felizmente para o criativo, que deixou de ter opositores. Mesmo assim, ainda teve de pagar o reparo da janela e o tampo da mesa, o que não impediu o nascimento da dinastia Ming. O criativo casou com a mãe do ex-director - que tinha chegado atrasada - e viveram felizes para sempre. Pelo menos enquanto os deuses estiverem a dormir.

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*Texto criado no âmbito do workshop Escrita de Romance - Módulo: "Como escrever sobre o que não se conhece"

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Escrita de Romance

Decidi aventurar-me na escrita de um romance. Um coveiro, um filho morto, um hospital psiquiátrico. São os pontos essenciais da minha história pensada na primeira aula de Escrita de Romance.

Hugo Gonçalves e João Tordo são os formadores, os leitores, os críticos e também os gajos que nos mandam tpc's. E ainda bem! Esta é uma formação ideal para aqueles que têm milhares de ideias mas não sabem o que fazer com elas. Aqui, aprendemos a pegar nessas ideias e a dar-lhes uma casa, um lar (bonito, não é? São já os efeitos das aulas...). Ou então a deitar essas ideias para o lixo e a criar outras ainda melhores! Para ver estas e as demais, podem aceder ao blogue do workshop: Escrita de Romance.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Robert Enke

No funeral de Robert Enke, leu-se a seguinte mensagem: "Agora já podes abraçar a tua filha". Eu duvido, o comboio de certeza que lhe cortou os braços.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Vem brincar

Hoje a Rua Sésamo faz 40 anos. Há 20 e poucos, estava eu colado à televisão. Lembro-me, com muita saudade, do Poupas Amarelo (que era cor-de-laranja), do Egas e do Becas (que agora estão no meu quarto), do Ferrão, do André, da Guiomar, do Gualter, do Tio João, da Tartaruga Touché, do Conde de Contarrr, do Monstro das Bolachas!!!

Na altura, eu era uma criança e adorava a Rua Sésamo. Hoje houve uma coisa que mudou: eu já não sou (tão) criança.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Somos funcionários públicos e muito parolos

"Nós somos aqueles que, ganhando pouco, trabalhamos todo o dia". De facto, vê-se claramente que eles ganham pouco e que estão doentes de tanto trabalho.

Mas há outros versos dos quais me tornei fã: "Lá vem o recibo, vem por mail no computador. É para poupar no papel, também nos envelopes. Eles poupam nas canetas. Nós pedimos, mas não as dão. É para poupar para os eventos de Portimão." Ora bem... o recibo vem por mail NO COMPUTADOR porque é preciso poupar no papel e nos envelopes. Ok, uma medida ecológica, muito bem! Mas os sacanas dos patrões não lhes deixam levar as canetas. Porquê? Porque, obviamente, as canetas SÃO PRECISAS PARA OS EVENTOS DE PORTIMÃO!! Especialmente, os eventos: "Feira da Caneta" e "Festival Gastronómico da Caneta", só pode.

No entanto, não há frase que se possa adaptar melhor a este vídeo do que: "Mas que palhaçada, onde é que isto vai parar?". Não consigo comentar mais. Não é que não tenha palavras, a verdade é que daqui a nada são 17h30 e tenho de ir para casa. Mais um dia de muito trabalho...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Knock knock?

Érica é a estrela do mais recente filme porno português "O Diário Sexual de Maria". Começo por salientar a extrema complexidade do enredo: “Maria é uma mulher com muitas fantasias sexuais e ao longo do filme vai realizando algumas, como fazer sexo com o motorista, num consultório de dentista ou com uma mulher.”

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Nesta entrevista (vídeo aqui), a actriz fala sobre a sua profissão e diz, a certa altura (1'15) o seguinte: “É uma boa aposta. Vejo pelos outros países da Europa: Estados Unidos, Espanha…” De facto, a boca dela só serve mesmo para chupar.

Qualquer dia abro uma biblioteca

Um fim-de-semana em Coimbra não significa apenas bebedeira. Também significa ressaca, pois claro. Mas ainda mais! Cultura. Isso mesmo. Um passeio pela FNAC, Bertrand e Feira do Livro pode não ser tão "divertido" como um peddy-tascas, mas dá uma ressaca de equivalente gabarito. Horas sem dormir a devorar uma tese de mestrado sobre a música Pimba, a esgravatar o guião do Inglourious Basterds, a ler alucinadamente a Breve História de Quase Tudo, a ficar deslumbrado com MacBeth, a navegar pelo Delfim de José Cardoso Pires ou a descobrir a Alma de Manuel Alegre. Sim, é cansativo como o caraças! Mas dá um gozo... de equivalente gabarito (porque eu sei que gostaram da expressão).

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Mata Mata Maitê

"Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é pura coincidência. Ler texto no início. Bem se podia aplicar a Maitê Proença, mas para a senhora Maitê não se sentir ameaçada pelos portugueses, esta canção é sobre uma tartaruga chamada Maitê..."

É esta a descrição feita pelo autor do vídeo no seu canal do Youtube.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Não consigo parar de rir

Agora que o Gato Fedorento terminou (e que o '5 Para a Meia-Noite' ainda não voltou) dou graças ao novo grupo de humor que por aí anda. Falo, pois claro, do grupo constituído por lagartos e tripeiros, que conseguem transformar os massacres futebolísticos proporcionados pelo Benfica num conjunto de erros de arbitragem tendenciosos. Primeiro, surgiu a teoria de que o Benfica só jogava e ganhava (ganhava não, dava coças!) aos clubes mais pequeninos. Agora com o Everton é que eles vão ver! Pimba! 5 secos. Ah, mas também o Everton nunca foi uma grande equipa. Mas agora com o Nacional é que eu quero ver... Pimba! 6 batatas. Ah, mas o árbitro beneficiou o Benfica. O Aimar simulou um penalti. Pois simulou! E deveria ter sido punido. Mas o Nacional marcou um golo em fora-de-jogo.

Os erros não se compensam, é certo, mas se há quem diga que o lance do Aimar foi o lance que permitiu ao Benfica ganhar (ahahahahahah desculpem, não contive o riso), gostaria de saber como rotulam o lance que deu o golo (o único!) ao Nacional. E ainda estou curioso para saber se o Manuel Machado vai ou não ser sancionado pelas declarações insultuosas a um colega de trabalho. Um colega que lhe espetou seis no papo. Seis! Ai vida... qualquer dia o Benfica ganha só por 1-0 e ainda entro em depressão.

Jesus liberta

O Estádio da Luz parece um campo de concentração. Os grupos chegam às dezenas, posicionam-se no relvado e depois é exterminar a torto e a direito. E é claro, a câmara de gás é o túnel.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Mas que grandes companheiros!

Não há nada melhor do que um encontro de amigos. Nada! Ok, há: um encontro de amigos em Coimbra. Aliás, um encontro de amigos em Coimbra com direito a peddy-tascas. Isto sim, é o melhor do mundo! O quê? Ah... pois. Um encontro de amigos em Coimbra com direito a peddy-tascas e jantar!! Um grande abraço a todos os meus amigos, amigas e seres inanimados que me acolheram nas ruas de Coimbra, nas estradas de Coimbra, nos largos de Coimbra, nos becos de Coimbra, nas pedras de Coimbra, nos recintos de Coimbra, nos quartos de Coimbra, nas tascas de Coimbra, nas casas-de-banho de Coimbra!

Foto: Dois grandes mas grandes bêbedos! Mesmo daqueles grandes bêbedos que são mais bêbedos do que grandes! Eu não apareço porque - sendo o único sóbrio! - fiquei encarregue de tirar as fotografias.

sábado, 24 de outubro de 2009

Mais uma horinha

Esta noite muda a hora e toda a gente fica contente porque tem mais uma hora para dormir. Mas ninguém pensa que também tem mais uma hora para trabalhar.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Isto cansa

5-0. Cinco a zero. Cinco! Ao Everton. O Benfica continua imparável. Este é o quarto golo do Glorioso, marcado por Luisão na sequência de um canto. E foi assim que se festejou no 3º anel.

Sinceramente, começo a ficar cansado de tantos golos... Já não dá para ver um jogo do Benfica descansadinho no sofá ou na bancada. De 10 e 10 minutos lá temos de nos levantar, mexer os braços, bater palmas e gritar. É que já cansa! Parece que não, mas isto é coisa para fazer com que eu vá anular a minha matrícula no ginásio... Acho que vamos chegar ao final da época como o clube com os adeptos em melhor forma.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A estrela de David

Mário David, deputado do Parlamento Europeu, eleito nas listas do PSD, incentivou José Saramago a abdicar da cidadania portuguesa e confessou ter «vergonha de o ter como compatriota».


«José Saramago, há uns anos, fez a ameaça de renunciar à cidadania portuguesa. Na altura, pensei quão ignóbil era esta atitude. Hoje, peço-lhe que a concretize... E depressa! Mesmo correndo o risco de eu estar a ser politicamente incorrecto», escreveu Mário David no seu site pessoal.


O apelo do eurodeputado social-democrata surge depois de declarações recentes de José Saramago, em que o Nobel português classificou a Bíblia como «um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana».


Mário David diz que, no que respeita a questões religiosas, «Saramago é reincidente, é o seu segundo pecado», logo deveria ser condenado por isso. O eurodeputado terminou dizendo que não está para ouvir as «verdades que a intelectualidade de esquerda lhe quer impingir».


Ora, se Mário David tem vergonha em ser da mesma pátria de uma pessoa que não defende os mesmos ideais que ele defende e que, por isso mesmo, quer expulsá-la e depressa!, então julgo que a pátria de Mário David se situa sensivelmente no centro da Europa entre 1939 e 1945.


Depois, o eurodeputado admite que está a ser «politicamente incorrecto». Isso só prova que não está a agir da melhor forma perante o cargo que ocupa. Um cargo, curiosa e surpreendentemente… político!


Há uma outra coisa que me chamou a atenção: o facto de Mário David apelidar José Saramago de «reincidente». O sacana, afinal, já tinha cometido um outro pecado e este é o segundo. Maldito sejas, José Saramago que não acreditas em Deus! Maldito! Para além de não acreditares em Deus ainda tens a coragem de o dizer publicamente! A questão que eu coloco é a seguinte: qual é o sentido disto? Dizer que Saramago cometeu dois pecados e, por isso mesmo, deveria ser expatriado é a mesma coisa que dizer que Saramago, do ponto de vista futebolístico, é um jogador muito parado e está sempre em fora de jogo. Não faz sentido nenhum, pois está claro! Se há quem baseie as suas decisões nos Dez Mandamentos, eu prefiro basear as minhas nas leis da FIFA. Também pouco se cumprem, mas ao menos têm fundamento.


Quanto à “intelectualidade de esquerda” e às verdades que esta lhe quer impingir, apenas tenho a dizer que – se são verdades – apenas as tem que aceitar. Venham elas de onde vierem. Da esquerda, da direita, do centro… Conotar o ateísmo com a Esquerda Política denota uma ignorância completa perante a realidade, bem como um preconceito perigoso perante os que são de esquerda e os que são ateus.


Caro Mário David, apesar de não pertencer à minha pátria, gostaria que a representasse de uma forma mais digna no Parlamento Europeu.

Rodrigo e Gabriela

Há dias estava a fazer um zapping pelos canais verdadeiramente interessantes e deparei-me com um grande (literalmente) senhor da comédia/resistência norte-americana, Michael Moore. Era um dos convidados do Conan, a propósito do seu novo trabalho. Mais tarde, juntou-se-lhes um dos génios actuais do riso, autor do Family Guy e American Dad, Seth MacFarlane. Ali estavam três figuras imponentes da comédia, cada um com o seu estilo, mas reconhecidíssimos pelo seu enorme talento. Para terminar, nada melhor do que uma excelente actuação musical da dupla Rodrigo e Gabriela. Nada que surpreenda, não fosse Max Weinberg o olheiro do programa.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A Bíblia não foi escrita pela Paula Bobone

José Saramago diz que "a Bíblia é um manual de maus costumes". Eu nunca fui grande fã do nosso Nobel, mas subscrevo a opinião que tem sobre deus e, especificamente, a opinião que tem sobre a Igreja Católica. É simplesmente ridículo confiar a nossa vida numa mera suposição. Aliás, é uma suposição infundada, uma vez que não há provas nenhumas da existência de Deus. Qualquer discussão que se possa ter com um crente sobre esta matéria teima em acabar no absurdo, com a tão repetida resposta Porque sim!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

DOR CRÓNICA
Hasta siempre, Isabel!

Provavelmente este é o último artigo de opinião que escrevo enquanto leiriense. Não por iniciativa própria, mas porque agora o presidente da Câmara é Raul Castro. E toda a gente sabe a inclinação que os Raul Castro têm para a liberdade de expressão. Mas até acho positiva a sua escolha, porque é o primeiro passo para Leiria ficar mais parecida com Cuba (o que faz com que se poupe um dinheirão em férias). Agora, se a Isabel Damasceno ganhasse, colocava-se uma questão importante: “quanto custa mais um estádio?”

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Gostaria de felicitar a SIC que fez dezassete anos. Isto significa que para o ano o Carlos Cruz já pode voltar a apresentar um programa. No âmbito do processo Casa Pia, vários jornalistas estão a ser acusados de terem violado o segredo de justiça. O que os distingue dos outros arguidos é o facto de terem violado apenas o segredo de justiça.

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No futebol, o Benfica está imparável e tem já o ataque mais mortífero da Europa, logo a seguir ao Gangue da Ribeira. Não é fácil competir com profissionais... Notícia é também a dieta que Pinto da Costa está a fazer, praticando agora uma alimentação à base daquilo que passou a vida a dar: fruta.

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O que está a marcar a agenda mediática é, sem dúvida, a entrega do Nobel da Paz a Barack Obama. Depois de se tornar no primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos, Obama torna-se agora no primeiro homem a receber o Nobel da Paz sem ter feito nada por isso. Já o Nobel da Química foi atribuído a dois norte-americanos e uma israelita. Este é, seguramente, um prémio que Cavaco Silva e José Sócrates nunca poderiam ganhar. Nunca houve grande química entre eles…

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Não posso terminar esta crónica sem dar os parabéns ao Quinze, um jornal que - só pelo nome - captou a atenção de muitos deputados e apresentadores de televisão do nosso país.

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Jornal Quinze

Imagem: DR

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Maitê amadora

Um vídeo feito pela actriz Maitê Proença durante uma viagem a Portugal está a causar polémica. Nas imagens transmitidas no canal GNT, a actriz brasileira comete várias gaffes sobre a história do país e ridiculariza os portugueses.

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Em primeiro lugar, assim que me falaram num vídeo amador da Maitê Proença, até fiquei contente. Finalmente ela admitira.

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Eu acho que ela devia ter vergonha. Aquilo é cuspidela que se apresente?

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Avelino Felgueiras

Fátima Felgueiras e Avelino Ferreira Torres foram dois dos grandes derrotados de ontem. Não sei porquê, mas suspeito que agora só voltaremos a ouvir falar deles nos Jogos Olímpicos de 2016… no Brasil.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Iésse, i quéne

Domingo é dia de eleições e o Altino precisa de si!


Programa partidário de Altino Pinto, candidato a Presidente da Junta de Freguesia de Barranha:

  • Construção de um café central
  • Água, luz e gás para todos os cinco habitantes
  • Máquina de finos em cada lar barranhense
  • Área de tratamento do saneamento básico directamente para o rio Dão
  • Oferta de um boi, um carneiro, um bode e um porco para cobrirem as respectivas
  • Ecocentro de excremento animal para reutilização como fertilizante das terras (e das águas)

Juntos conseguimos!


O Mandatário da Campanha

André Pereira

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Amália ontem, hoje e amanhã (foi o José Cid que fez este título)

Ontem escrevi que amanhã poderia dizer que ontem vi os Amália Hoje. E assim foi. Lá fora, estava frio e chovia que deus andava, enquanto que no Coliseu estava um calor do caraças. Diz quem ficou na plateia. Já que eu fiquei no balcão a rapar uma ventania no pescoço. De qualquer das formas, valeu bem a pena.
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Nuno Gonçalves, Sónia Tavares, Fernando Ribeiro e o outro deram um excelente espectáculo. A sala estava cheia e as pessoas dançaram, bateram palmas e cantaram os fados imortalizados por Amália, hoje com uma roupagem nova. O projecto é assumidamente pop e não pretende, de forma alguma, "rasgar o passado". A sonoridade é diferente, a coloração é outra, mas o núcleo mantém-se. A mensagem não é apagada nem tão pouco alterada. É de louvar - ao contrário do que muitos dizem - esta reconstrução de um passado tão rico e importante para nós portugueses. Claro que quando se lida com a obra de Amália Rodrigues é preciso ter muito cuidado e ter plena noção do que se está a fazer. E, verdade seja dita, Nuno Gonçalves soube pegar nas pinças e fazer a operação.
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Pegou em três músicos para dar a cara ao projecto: Sónia Tavares, Fernando Ribeiro e aquele. A primeira era uma escolha óbvia, até porque pertence aos The Gift e tem um vozeirão que arrepia; a segunda foi a menos óbvia de todas: Fernando Ribeiro, vocalista dos Moonspell, banda de heavymetal, a cantar Amália Rodrigues? É verdade! E foi uma das surpresas mais agradáveis deste projecto. O seu poderio vocal, a sua presença em palco e o seu carisma caíram ali de forma tão inesperada quanto perfeita; já a terceira escolha - Paulo Praça (tinha de dizer o nome) - foi um autêntico erro de casting. A voz é normalíssima e a presença em palco é ridícula. Troca duas ou três vezes de guitarra, mas não toca nem uma! E ainda bem... Paulo Praça está para os Amália Hoje como o Paco Bandeira está para os Slipknot: não combinam. Era ridículo, não era? "Oh Elvas oh Elvas tchanananannan pum pah pah pah Badajoz-joz-joz-joz à VISTAAAAAAAAAAAAAAA" Pois era.
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Tirando esta inutilidade musical chamada Paulo Praça, o concerto de ontem até foi bastante agradável. Acompanhados por outros músicos e ainda pela Orquestra Sinfónica de Praga, os Amália Hoje deram um óptimo concerto e fecharam com chave de ouro este périplo pelo Coliseu de Lisboa (tirando o Paulo Praça, que fechou com chave de fendas). Nota, ainda, para a parte mais emotiva do espectáculo (foi arrepiante, caraças!), em que se mostra um vídeo inédito de Amália Rodrigues e Alain Oulman a ensaiar uma música que acabou por nunca ser editada: Soledade. Depois do vídeo, os Amália Hoje tocaram uma versão dessa música.
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Ontem vi os Amália Hoje.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Ser Guionista (4) - Palavras leva-as o vento...

... ou ficam escritas em guiões para outras pessoas as repetirem

4- Guião para TELENOVELAS

Sendo a novela algo contínuo, o tema central tem de estar muito bem definido para que o telespectador não se perca: personagens, tempo e espaço do enredo. Só depois é que surgem as histórias paralelas. Em Portugal, antes de tudo, é preciso saber qual o nome da próxima música do Paulo Gonzo. Com o título escolhido, mãos à obra. Ainda há outra técnica para escrever novelas muito utilizada em Portugal: importação do Brasil.

domingo, 4 de outubro de 2009

Avançou Portugal (parte 5)

Resumindo - de forma bem espremidinha - estas Legislativas:

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O PSD é o partido que sai mais fragilizado destas eleições. O PS perdeu votantes amuados para o BE, mas vai recuperá-los. O CDS-PP ganhou votantes historicamente seus. O PCP mantém o seu núcleo duro. O BE recebeu as migalhas do PS. Mais tarde, o BE perde essas migalhas para o PS e volta ao partido minoritário que é. O PSD tem um núcleo duro, mas que é mais mole e fragilizado do que necessariamente rijo. O PSD não consegue mais porque não tem onde ir buscar eleitores. O CDS-PP tem os seus eleitores definidos e vai ter cada vez mais. O PS ganha as eleições sem todos os seus eleitores, e daqui por uns tempos volta a ter os perdidos. Mas atenção. Este puxão de orelhas foi valente e pode dar lugar a uma “ida para o quarto sem televisão”. O PSD nunca pode ir buscar eleitores ao BE nem ao PCP. Portanto, ou muda de política e de forma de a fazer, ou então será como o Sporting: o eterno segundo.

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Imagem: DR

sábado, 3 de outubro de 2009

Cidade maravilhosa...

O Rio de Janeiro vai receber os Jogos Olímpicos de 2016. Este é um dos vídeos institucionais divulgados pelo Comité Rio. E que grande vídeo! Vou já comprar o bilhete. Ou então roubar. Já que é no Brasil...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Avançou Portugal (parte 4)

PCP-PEV: Ocupa a posição que mais se adequa às suas políticas: a última (dentro dos cinco grandes partidos). Se há coisa que não entendo nos militantes do PCP é a raiva com que transmitem as suas ideias. Parece que estão sempre zangados, fecham as mãos, rangem os dentes, espumam pela boca, dão murros no ar e gritam cânticos de (des)ordem. Esta militância excessiva pela defesa do proletariado e pela constante atribuição de culpas a quem está no poder é algo que revela uma falta de inteligência e estratégia tais que nem merece um contra-argumento. De qualquer das formas, há que realçar a liderança (há liderança num partido comunista?) de Jerónimo de Sousa, que trouxe uma comunicação mais cuidada ao partido.

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Abstenção: é uma vergonha o elevado número de pessoas que não vai votar. É preciso uma exagerada dose de ignorância, burrice e debilidade para não cumprir um dever cívico. O voto é a forma mais directa que nos aproxima das decisões políticas para o nosso país! E 39% dos eleitores portugueses decidiram abdicar desse direito/dever. Pois bem, que o façam. Infelizmente, não há uma lei que obrigue as pessoas a votar. Tal como não há nenhuma lei que impeça essas mesmas pessoas que não votam de fazer parte de sindicatos, de movimentos grevistas, de manifestações. Mas devia. Quem não vota deveria entrar numa lista negra. As pessoas que tivessem o nome nessa lista deveriam ser proibidas de exercer qualquer outra actividade que estivesse relacionada com a política.

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(a última parte será um resumo bem espremidinho das Legislativas)

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Imagens: DR

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Avançou Portugal (parte 3)

CDS-PP: Excelente trabalho de Paulo Portas ao leme do partido que já tantas vezes morreu e renasceu. As suas bandeiras eleitorais – Segurança, PME’s, Rendimento Mínimo – funcionaram como fortes argumentos para esta subida no número de votos. Paulo Portas é directo, próximo e simples. Usa frases curtas, bem ditas e com mensagens fortes. É muito direccionado nos objectivos e na forma como os procura. Ficou à frente do BE quando ninguém o esperava, tornando-se no único partido (à excepção do PSD), com quem o PS pode fazer maioria parlamentar numa ou noutra situação mais pontual.

BE: Ficou-se pelo quarto lugar, quando muitos (?) esperavam que se assumisse como a terceira força política. Francisco Louçã enganou-se e, apesar de todo o seu discurso demagógico de vitória, a verdade é que foi ultrapassado com grande classe pelo CDS-PP. Ultimamente, o Bloco de Esquerda tem-se apelidado de “verdadeira esquerda” e de “grande força política”. É certo que os últimos resultados eleitorais têm colocado o BE como partido a ter em conta; no entanto, acho que tudo não passa de um bluff. O BE é um partido muito vago, sem ideologia passível de ser posta em prática. Para além disso, todos os eleitores que foi ganhando têm sido “migalhas” que o PS tem deixado cair: ou seja, são aqueles que por algum motivo se zangaram com o PS e, para não votar na direita, votam no BE (votar na PCP está fora de questão). Mais cedo ou mais tarde, os “zangados” fazem as pazes com o PS e volta tudo à “ordem natural das coisas”.

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(na quarta parte será analisado o PCP-PEV bem como a taxa de abstenção)

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Imagens: DR

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Avançou Portugal (parte 2)

Eleições Legislativas - Análise PS e PSD:

PS: Conseguiu, de forma bastante categórica, mais uma vitória eleitoral. Perdeu a maioria absoluta, mas não deixa de ser o vencedor. Nestas eleições, foi o partido que obteve mais votos e que elegeu o maior número de deputados logo, ficou em primeiro lugar. Há que reconhecer o mérito de um partido que se viu a par com uma das crises mais graves das últimas décadas e que, contra muitos lobbies já instalados, soube implementar reformas mais que necessárias na Função Pública. Perde a maioria absoluta devido a alguma autoridade (necessária!) em alguns sectores, mas mantém o número suficiente para ser o partido vencedor. O PS sai reforçado pois ultrapassou um teste crucial no seu percurso.


PPD/PSD: Para quem dizia que iria “com toda a certeza” vencer estas eleições, Manuela Ferreira Leite parece que se enganou “um bocadinho”. Por tudo aquilo que apostou, pelos ataques que desferiu e pelo fogo de artifício que disparou, o PSD foi claramente o grande derrotado destas eleições. O discurso pessimista, caquético e putrefacto de Manuela Ferreira Leite teve os seus merecidos frutos. A política de verdade era real, mas correspondia a uma verdade apagada, a uma verdade só para os militantes da derrota. E no PSD esta verdade assenta que nem uma luva. No cômputo geral, o PSD manteve o cinzentismo e apatia que o tem caracterizado de há uns anos para cá. O primeiro lugar nas Europeias, tão aclamado pelos militantes do PSD, afinal não foi mais do que um “acidente de percurso”. É certo que são dois momentos eleitorais bastante distintos, mas não foi isso que Manuela Ferreira Leite quis dar a entender aos portugueses.

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(na parte 3 serão analisados o CDS-PP e o BE)

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Imagens: DR

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Avançou Portugal (parte 1)

Finda mais uma noite eleitoral, o PS é o grande vencedor. No saco dos derrotados, ficaram PSD, CDS-PP, BE e PCP-PEV, respectivamente.

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Quanto aos últimos, nos seus discursos, nenhum líder partidário admitiu a derrota o que, por si só, revela uma de duas coisas: ou não sabem as regras ou então sabem as regras mas não as entendem. Quando se luta pelo primeiro lugar, qualquer outra posição equivale a uma derrota. Ora bem, amigos do PSD, PP, BE e PCP, deixem ver se vos consigo explicar de forma mais simples: 1º lugar – vencedor; 2º, 3º, 4º e 5º lugares: vencidos. Isto tendo em conta que todos os partidos concorrem para o 1º lugar. Se assim não for, não vejo qual a credibilidade das suas propostas. Um partido só se assume realmente como um partido se os ideais que estão na sua génese forem considerados pelos seus membros como os ideais a seguir pelo país. Eu sou do Benfica e “sofro” pelo Benfica porque quero que ele ganhe, que seja campeão. Bem como os adeptos do Porto, do Sporting, do Guimarães, da Académica ou do Braga querem que os seus clubes vençam e sejam os melhores. Não me contento, de forma alguma, com o segundo, terceiro, quarto ou quinto lugares. Por tudo isto, qualquer partido que não tenha ficado em primeiro lugar não se pode nomear de vencedor. É errado. Completamente errado.

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No entanto, compreendo a “síndrome dos pequenitos”. Há um mini-campeonato no qual competem todos os outros partidos que não o PS e PSD. Nesse ponto, o CDS-PP é o claro vencedor, colocando-se surpreendentemente (ou não) à frente do BE (apesar de ter aumentado de forma considerável o número de votos) e do PCP (que também aumentou o número de votos e de deputados). Visto deste prisma – em que ninguém se importa de ficar em último – todos estes partidos foram uns “vencidos-vencedores”, até porque todos subiram no número de votos e conseguiram o objectivo a que se propuseram: tirar a maioria absoluta ao PS.

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(esta é a primeira parte do artigo. Na segunda parte, serão analisados os partidos PS e PSD. Na terceira parte, o CDS-PP e o BE. Na quarta parte, o PCP-PEV e a Abstenção)

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Imagem: DR

domingo, 27 de setembro de 2009

Inteligência ou Manuela Ferreira Leite? Escolhe!

Hoje é dia de eleições. E é muito fácil:

- Temos apenas duas opções: PS e PSD.

- PS: Avanço. Modernidade. Optimismo. Autoridade. Realismo. Ordem.

- PSD: Pessimismo. Decadência. Teias de Aranha. Inconsciência. Impotência. Cinzentismo.

- Quanto aos outros (PP, BE, CDU e afins): Utopia. Mentira. Demagogia. Ganzas. Sapatos de vela. Já disse Utopia? Camisa aberta. Sharon Stone. Anarquia. Desemprego. Precariedade. Martelos. Foices. Beijos. Peixeiras. Flanela. Feiras. Mau hálito. Utopia.

- Votar no BE, PP ou CDU não vale a pena. Porquê? Porque é o mesmo que votar num sofá para presidente da Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal. Não faz sentido. E, além disso, esses votos INÚTEIS só vão fazer com que a velha caquética do PSD se aproxime da eleição.

- O discurso de qualquer um dos líderes destes partidos é igual ao da Miss Universo: "Paz no Mundo e criancinhas felizes que não morram à fome". E a realidade? Vá, malta, larguem lá a ganza, ajeitem as rastas e digam comigo: REALIDADE. RE-A-LI-DA-DE.

- É um dever votar. Mas é preciso votar com inteligência. E votar nessa senhora é sinal de burrice e demência. Bem como em qualquer outro dos partidos. Porque, ao votar em qualquer outro, estamos indirectamente a votar no PSD. Isto é mais ou menos como o campeonato de futebol: apenas se discute entre o Benfica e o Porto. O Sporting nunca ganha nada e, de vez em quando, lá aparece um clubezito com a mania que vai ser campeão. No fim, ganham sempre os mesmos.

- Esses mesmos ganham porque são os melhores. Não me venham com as tretas das condições de treino e do orçamento. São os melhores. Ponto. O mesmo se passa na política. Há partidos que servem apenas para animar o campeonato e outros que servem para ganhar porque jogam melhor.

- Deixem-me reformular a minha afirmação inicial: Temos uma opção: PS.

Imagem: DR

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Ser Guionista (3) - Palavras leva-as o vento...

... ou ficam escritas em guiões para outras pessoas as repetirem
3- Guião para CINEMA

Quando se escreve para cinema, há que ter em conta uma coisa muito importante: se é um filme do Manoel de Oliveira. Se for, o guião irá funcionar muito na base das imagens e da câmara lenta. A fala pode ser escrita ao longo do filme porque dá tempo para isso. A magia do cinema não acontece por varinha mágica, mas sim com caneta, papel e muito trabalho (como dizia o Octávio Machado que, apesar de não perceber nada de cinema, chegou a fazer muitos filmes).

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O Jorge Palma do xadrez

O xadrezista Vladislav Tkachiev foi expulso durante um torneio por estar embriagado. Isto notou-se quando, em vez de comer a rainha, tentou bebê-la.

domingo, 20 de setembro de 2009

Ser Guionista (2) - Palavras leva-as o vento...

... ou ficam escritas em guiões para outras pessoas as repetirem

2- Guião para TEATRO

Para escrever uma peça de teatro é preciso ter cultura teatral. O público não é uma câmara de filmar, mas sim pessoas reais que estão a poucos metros do actor. Portanto, o melhor é fazer a coisa bem feita para não se sujeitar a levar uma lambada de alguém do público, chateado com uma frase de que não gostou. A história tem de cativar o público e surpreendê-lo. Se alguém perguntar: 'Quem és tu?' nada de responder 'Ninguém'. Já está muito batido.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Federer US Open

Seguramente, um dos melhores pontos de Federer na sua carreira.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Ser Guionista (1) - Palavras leva-as o vento...

... ou ficam escritas em guiões para outras pessoas as repetirem


1- Guião de HUMOR

Escrever humor é como discutir com a mulher: uma palavra fora do sítio e não há festa para ninguém. No humor, levamos com o Paquete de Oliveira ou, pior ainda, com o Marcelo Rebelo de Sousa em cima. E ainda bem que a Simara não é provedora. A escrita de humor exige um trabalho árduo e contínuo, um conhecimento da actualidade e a capacidade de fazer rir as pessoas com coisas que, muitas vezes, dão para chorar. É que levar com ela em cima não deve ter piada nenhuma…