domingo, 7 de Fevereiro de 2010

Onde há fumo...

Um estudo veio dizer que Hitler se alimentava muito mal. De facto, enquanto esteve no poder, sentia-se muito o cheiro a carne queimada.

quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

Vice Versa II



Como a primeira vez não foi suficientemente humilhante, lá voltei a aparecer num sketch do '5 Para a Meia-Noite'. Eu e o meu compincha de luta (miça like do c.) Zé, mais conhecido no mundo artístico por Manuel Mora Marques. (É mais pomposo). Assim sendo, até amanhã. Um fixe para todos.

quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Saudades disto


Acabei de sentir um arrepio de saudade. Daqueles arrepios que nos endireitam na cadeira, nos fazem suster o ar e parar tudo o que estávamos a fazer. Por mais importante que fosse. Tudo graças à minha nova aquisição musical, Ennio Morricone: The Platinum Collection. Particularmente, esta música que já não ouvia há mais de quinze anos.

De manhã, era ela que tocava lá em casa. Não por imposição do meu pai ou da minha mãe, mas sim por culpa do rádio velho pequenino em cima do armário da casa de banho.
O meu pai fazia a barba, a minha mãe fazia o pequeno-almoço, o meu irmão resmungava porque não queria tomar banho e eu resmungava porque não queria ir para a escola. A vida é sempre assim. Os pais fazem e os filhos resmungam.

A música passava
na Rádio Renascença, julgo eu, e avisava-nos que a vida não havia parado. A escola, os professores, o futebol, os amigos, os inimigos, os testes, os berlindes, os tempos livres, as idas a pé para casa, os medos de ficar sozinho em casa, os filmes do Indiana Jones, os Legos, as fortalezas de almofadas, as casas de cassetes de vídeo. Tudo isto era real e tudo isto esta música começou.

segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

Avatar, um excremento em 3 Dimensões

Ver o Avatar cansa. Este fim-de-semana fui ver o filme e fiquei com mais sono do que em qualquer jogo do Sporting. Não que o Sporting não me dê alegrias - ultimamente tem-me dado muitas - mas é um bocado chato estar ali a ver uma equipa inteira a arrastar-se. Mas há coisas que dão sono e são boas. Por exemplo, um copo de vinho do Porto logo a seguir ao jantar, uma massagem, um banho quente. Agora, o Avatar é que não era suposto transmitir essa sonolência. Até porque os Na'vi (os seres alienígenas de Pandora) são azuis e, por essa ordem de ideias, eles gostam é de se mexer, correr, dar murros e pontapés… Particularmente em túneis.

Desde a ideia inicial até ao produto acabado, passaram 15 anos de pesquisa, apuramento de novas técnicas, investigação e construção da história. Porém, se no aperfeiçoamento tecnológico esta década e meia foi bem empregue (os efeitos são inovadores e surpreendentes), na construção da história creio que teria sido preferível optar por contratar alguém que, de facto, soubesse o que estava a fazer. Bastava investir mais uns míseros dólares num bom guionista do que pedir a um qualquer Tozé Martinho de Hollywood para vomitar esta porcaria. Porque o cinema não se constrói apenas de grandes efeitos visuais, de imagens fantásticas de lugares inexistentes, de sons a percorrerem-nos os ouvidos. O cinema precisa, para espanto de muitos, de um cérebro. De uma história convincente e bem contada, que não caia na insistente repetição de clichés - tão bem descritos pelo meu colega blogger Marco Santos no seu Bitaites:

1.
Rapaz humano incorporado num avatar alienígena apaixona-se por guerreira alienígena, que também é uma princesa por ser filha do chefe? Sim. O amor é correspondido? Sim. Cliché número 1, variação da história da Pocahontas.

2.
Por amor à princesa guerreira, o rapaz humano vai assimilar a pouco e pouco os costumes eco-religiosos da tribo alienígena até se tornar em um deles, de alma e coração e avatar? Sim. Cliché número 2.

3.
O rapaz humano acabará por tornar-se num grande guerreiro que irá liderar a tribo alienígena contra a ganância e o militarismo dos humanos maus? Sim. Cliché número 3.

4.
O chefe dos humanos maus é mesmo mau, ou seja, não tem nem uma única qualidade que se aproveite? Sim. Cliché número 4.

5.
O guerreiro humano/alienígena conseguirá finalmente defrontar o chefe dos humanos maus num duelo final repleto de efeitos especiais? Sim. Cliché número 5.

6.
O guerreiro e a princesa ficam juntos no fim, e felizes para sempre ou pelo menos até à sequela? Sim.
Cliché número 6.

O que mais me entristece é saber que o
Avatar está a um pequeno passo de receber as estatuetas de Melhor Filme e Melhor Realizador na próxima edição dos Óscares, deixando para trás, por exemplo, o genial Inglourious Basterds e o grande Tarantino.

Apenas uma pequena nota:
Avatar custou 387 milhões de dólares – 237 em Produção e 150 em Marketing. O orçamento do filme foi superior ao Orçamento do Estado para a Cultura em 2008. Portugal gastou 245,5 milhões de euros na Cultura, a Fox gastou 270 milhões em Avatar.

sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Queres é aparecer

Dia após dia, vão aparecendo sobreviventes do sismo no Haiti. Realmente, estas pessoas só querem é protagonismo...

quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

Vasco Santana (1898-1958)



Vasco Santana faria hoje 112 anos, ou seja, seria a próxima estrela de um filme do Manoel de Oliveira. A conversa com o candeeiro (Pátio das Cantigas) foi uma das cenas que fez dele um ícone nacional, bem como a melodia da da Rosa Tirana (que eu ainda assobio de vez em quando).

quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

Palavras para quê?

segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

Além do arco-íris

Ontem fui ver o Feiticeiro de Oz ao Politeama. O teatro estava cheio de crianças que viajaram com Dorothy e o seu cão Totó até à Cidade Esmeralda. Passou-se uma tarde agradável ao estilo de La Féria com muita música, cor e animação. Apenas um pergunta: as bruxas têm todas de falar num tom tão estridente e insuportavelmente horrível?

sábado, 16 de Janeiro de 2010

Ler

Natal e Aniversário. Obrigado!

quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

"Duas Menas" apesar de aparecer "Cúmulo do Egocentrismo"

A pedido de várias famílias - nas quais se incluem apenas a minha, a do meu irmão, a da minha mãe e a do meu pai -, coloco o sketch em que participei com a Filomena (e com mais umas velhotas do Centro de Dia de São José).