quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Grande Socolari

Esta semana, o Diário de Fictícias optou por fazer uma entrevista ao seleccionador nacional Luiz Felipe Scolari, uma das personalidades mais mediáticas do nosso país. No entanto, e tendo em conta os últimos incidentes desta semana, achámos melhor pedir ao jogador de rugby Juan Severino para assumir as funções de jornalista.

Juan Severino – Boa tarde, senhor Scolari. Gostava de lhe colocar algumas questões…
Scolari –
Boa tarde, pô! Você nem me diga nada…

Juan Severino – Então porquê? Ainda está nervoso devido ao jogo com a Sérvia?
Scolari –
Nervoso? Quem, eu? Você não me diga isso que eu dou-lhe já um soco! Nervoso? Essa é boa…

Juan Severino – Tal como fez ao Dragutinovic?
Scolari –
Eu não bati no cara…

Juan Severino – Bateu-lhe na cara?
Scolari –
Não, o que eu disse foi que eu não bati no cara! Mas ele merecia. Ainda para mais um dragão… Pelo nome, só pode ser, né?

Juan Severino – Não, por acaso, o único jogador sérvio que joga no FC Porto é o Stepanov, e estava no banco de suplentes.
Scolari –
Pensei que houvesse mais… Como a Sérvia é uma zona de conflito, era natural que fosse lá o centro de estágio portista.

Juan Severino – Parece que a sua máxima de “mata ou morre” era mesmo para levar a sério. Mas olhe que o Dragutinovic é jogador do Sevilha. O Scolari, se lhe tivesse acertado em cheio, ainda provocava mais uma baixa na defesa da equipa espanhola… Já agora, acho que tem de despedir o treinador de guarda-redes…
Scolari –
Por que diz isso? O Ricardo não é frangueiro… é apenas distraído. Mas é o melhor guarda-redes do mundo!

Juan Severino – Sim, o Ricardo dava um bom jogador, mas de rugby. Para meter a bola entre os postes não há como ele. Mas eu referia-me ao Brassard. Já viu? Ele foi tentar impedir que a sua mão acertasse no jogador sérvio, mas parece que lhe escapou…
Scolari –
Já disse que não lhe acertei. Eu estava a defender o Quaresma. Como a família dele não conseguiu entrar no campo, eu assumi esse papel. Mas você também agrediu um escocês no mundial de rugby!

Juan Severino – Bem… quer dizer… sim, eu admito. Mas vou-lhe ser sincero: eu sou um dos cerca de 11 milhões de portugueses (só em Portugal) que acha que o Nuno Gomes é um excelente jogador! Até o costumo chamar de Nulo Gomes, tanta é admiração que sinto por ele. E o que se passou foi que confundi um jogador escocês com o menino do Benfica. Não pela estrutura física, mas sim pela saia que vestia…

PS – No final do jogo, o treinador do Sporting Paulo Bento, que assistiu ao jogo no seu cabeleireiro privado, teceu alguns comentários em relação à atitude do treinador portug… brasileiro: “Em caso de dúvida, o senhor Scolari só tinha de afastar o perigo da sua área. Há três semanas, foi a mão do Stojkovic. Desta vez, foi a de Scolari.”

André Pereira

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Regresso às aulas - A volta do Ensino

O cheiro dos livros paira no ar. Os dias de descanso rodeados de lençóis até à hora de almoço têm a sua data final anunciada. Recomeça o rodopio escolar. Cadernos, lápis, réguas, canetas, mochilas… tudo enche o carrinho das compras que, de um momento para o outro, pesa mais do que supostamente devia.

A corrida ao material escolar torna-se cada vez mais alucinante à medida que o início do ano lectivo se aproxima. Estes dias colocam à prova a capacidade económica de muitas famílias que se vêem obrigadas a gastar bastante dinheiro no regresso às aulas dos seus filhos.

“Os preços já são bastante elevados, para além de que cada vez temos de comprar mais material”, afirma Tatiana Nunes enquanto observa o filho pelos corredores do hipermercado. O Bernardo, de 11 anos, distancia-se da mãe e vê com as mãos tudo o que lhe alegra o campo visual. O seu mundo parece ter-lhe aberto alas, tal como ao seu desenho animado favorito, o Noddy. Todos os artigos escolares parecem querer saltar para o seu “carrinho amarelo”. Já a mãe, que observa o aumento do volume do carro, parece que não vai ter um dia assim tão belo, quando chegar à caixa para pagar.

A factura do cabaz de compras de material escolar pode facilmente chegar aos 40 euros, isto se os produtos não forem de linha branca. Nestas contas de somar não se incluem os livros, “o que causa maior despesa”, diz Tatiana Nunes. “Depois de um período de férias em que aproveitamos para nos divertir e descansar, o mês de Setembro é bastante agressivo”, conclui.

Este é um dos obstáculos que as famílias portuguesas têm de enfrentar quando os filhos retomam o período escolar. As campanhas publicitárias invadem a sala de estar com ofertas ilimitadas de produtos que, muitas vezes, acabam por não sair do estojo.

Rui Silva, que inicia em Setembro o 10º ano, já adquiriu todo o material necessário. “Sempre comprei o necessário e nada mais que isso”, afirma o jovem de 15 anos. “Tenho noção de que este é um período de difícil controlo económico para os meus pais, porque não sou o único estudante na família”, assegura. “O meu irmão mais novo vai este ano para o Ensino Básico e precisa de bastante material escolar”, conclui.

A entrada no Ensino Básico (5º ano) é um ponto de viragem no que respeita aos gastos escolares, uma vez que se multiplicam as disciplinas e, consequentemente, o material necessário para comprar. Um pesado esforço vivido à escala do orçamento de cada família.

Só no início deste ano lectivo, já se venderam cerca de dez milhões de manuais escolares. De acordo com dados da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), os livros para o 1º Ciclo custam, este ano, cerca de 23 euros, os do 2º ficam por quase 78 euros e os do 3º Ciclo por pouco mais de 126 euros.

O apoio às famílias, no âmbito da acção social escolar, foi recentemente reformulado. Ao longo deste ano lectivo, cerca de 214 mil alunos (dos 2.º e 3º ciclos e Secundário) receberão apoio escolar.

Todo o entusiasmo que se espelha nos rostos das crianças em muitos casos se desvanece quando pegam na mochila. Para este período de (re)adaptação não ser tão difícil, os pais devem envolver-se neste processo. A escola acaba por ser um prolongamento da sua própria casa, onde o aluno socializa com os outros e partilha a sua rotina pessoal. A colaboração dos pais com os professores ajuda a resolver muitos dos problemas escolares dos filhos.

A altura do ano para regressar ao frenesi diário não poderia ser a mais adequada. As notas caem das carteiras como folhas numa tarde de Outono. (Re)começa um período de adaptação a uma nova vida, para uns, e de continuação, para outros.


André Pereira
O Despertar
Fotografia: Direitos Reservados

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Estrelas, uvas e milho

Bem-vindos a mais um Fic Notícias!

George W. Bush visita Iraque

O presidente norte-americano aterrou de surpresa no Iraque, de modo a encorajar as tropas que combatem… que combatem… que combatem… os terroristas! Ao abrir a porta do Air Force One, o Ranger do Texas disse: “É um prazer visitar este país. Acho que vou comprar aqui uma área para vir passar férias, até porque, mais uns meses, e a nossa bandeira terá 51 estrelas”.

Uva carrega Portugal

A Selecção Nacional de Rugby já está em França para disputar o Mundial da modalidade. A falta de jogadores essenciais, como Petit ou Jorge Costa, pode ser um factor prejudicial nas aspirações de Portugal. Por outro lado, o capitão Vasco Uva promete fazer tudo para levar a selecção portuguesa a abrir o champanhe.

Activistas atacam plantação de milho transgénico

Activistas do Grupo Verde Eufémia destruíram um hectare de seara de milho transgénico em Silves. Em declarações feitas ao Diário de Fictícias, o presidente do movimento afirmou que “o milho impede a plantação de canábis, o que nos irrita e muito”. Já agora, o princípio de enfarte que o dono da plantação sofreu não é nada em comparação com as nossas ressacas.

André Pereira
O Despertar
Imagem: Direitos Reservados

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Hell Pizza obrigada a retirar Hitler de outdoors

A Hell Pizza foi obrigada a retirar dos outdoors, na Nova Zelândia, uma peça da nova campanha publicitária que mostrava Adolf Hitler com uma fatia de pizza na mão, enquanto fazia a saudação nazi.

A campanha criada pela agência Cinderella utiliza personagens históricas para promover os produtos da rede de pizzarias mas a comunidade judaica considerou ofensiva a utilização do ditador nazi associada ao slogan "É possível fazer as pessoas acreditar que o paraíso é o inferno (Hell)".

A notícia da Folha Online, citada pelo Clube de Criativos de São Paulo, refere ainda que Hitler foi substituído pela figura do Papa Bento XVI, no sul da Nova Zelândia, com o slogan "O inferno (Hell) é autêntico e eterno".

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Está bem, não insistas mais... eu vou!

Parabéns minha querida Beyoncé! Então fica combinado... Levo o champanhe e o creme para as massagens. Até logo, no mesmo local de sempre.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

"Os Mosteiros e o Vinho" de Leitão Couto

“O vinho molha e tempera os espíritos e acalma as preocupações da mente... Ele reaviva as nossas alegrias e é o óleo para a chama da vida que se apaga. Se bebes moderadamente em pequenos tragos de cada vez, o vinho gotejará nos teus pulmões como o mais doce orvalho da manhã... Assim, então, o vinho não viola a razão, mas sim convida-nos gentilmente a uma agradável alegria.”

Sócrates, filósofo grego

Joaquim Leitão Couto tem tido um percurso de relevante interesse pelo património cultural. Este seu amor pela cultura nacional começou desde cedo em Viseu, sua terra Natal, cidade com um abundante e rico espólio natural. Passou pelas universidades de Lisboa e Coimbra, onde adquiriu um saber médico amplamente reconhecido na área da Ortopedia.

Mais tarde, veio a ocupação de cargos autárquicos. Foi membro das assembleias municipais de Viseu e Penacova, presidente da câmara e presidente da assembleia municipal de Penacova. Como autarca, tornou-se amante do património, tendo sido autor e coordenador de publicações sobre todo o património concelhio de Penacova, desde os moinhos aos fornos de cal, passando pelo artesanato dos palitos, à vida e obra de António José d’Almeida e Vitorino Nemésio.

Contribuiu, ainda, para a musealização dos sítios neste concelho, no Museu do Moinho (Buçaco), no Museu dos Fornos de Cal e dos Carpinteiros (Casal de Santo Amaro), na Casa da Freira (Penacova), e na Casa do Monte (Lorvão).

Toda esta enorme bagagem cultural, repleta de experiências e vivências enriquecedoras, levaram Leitão Couto a elaborar o livro “Os Mosteiros e o Vinho”. Segundo Maria Alegria Marques, professora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, “esta é uma obra de amor. De amor à terra, mãe da vida e dos homens, de amor ao mundo campesino, de amor a um mundo que, passado, não mais voltará”.

Inicia-se assim o prefácio desta obra que nos prende logo desde o início. Cheira a uvas cuidadosamente tratadas e pisadas com a sabedoria dos mais genuínos homens da terra. Cada folhear de página acende um aroma único de remotos caminhos de uva, longos dias de vindima, e merecidos descansos com um copo na mão.

Este livro é a junção de vários anos de pesquisa por todo o país. Percorrendo 30 concelhos do País, Leitão Couto conseguiu recolher uma colecção bastante completa. O autor afirma mesmo que esta é “a mais completa colecção de tanoaria de Portugal”. Da colecção fazem parte peças com dezenas de anos e com um valor incomensurável.

Em 2006, foi instalado o Museu de Tanoaria em Miranda do Corvo, numa antiga casa de tipologia rural. O Museu tem a colaboração da Associação para o Desenvolvimento e Formação Profissional de Miranda do Corvo e do respectivo município, no projecto de requalificação da Quinta da Paiva.

Os mosteiros foram, durante largos anos, os principais veículos de divulgação do vinho, reforçando a sua importância histórica e religiosa. O vinho tem sofrido uma evolução ao longo dos tempos mantendo, na sua essência, desde os segredos dos antigos processos de fabricação até à sua utilização na culinária mundial.

Uma das curiosidades que o livro nos apresenta é a arte de tratar a rolha de uma garrafa de vinho. “Ferver a rolha em vinho é um erro bastante comum”, afirma Leitão Couto. “A rolha deve ser introduzida seca e a garrafa colocada verticalmente para que o ar que se encontra sob pressão possa sair pela rolha”, conclui o autor que aprendeu este processo com António Dias Cardoso, da Escola Vitivinícola da Bairrada.

São muitas as histórias contadas neste magnífico livro. Desde os diferentes objectos de tanoaria encontrados e recolhidos, até às saborosas provas de vinho pelos recantos do nosso país.

A tecnologia actual é, sem dúvida, uma forma eficaz de resolver bastantes problemas. No entanto, no que respeita à pisa do vinho, a tradicional é mais aconselhada porque não destrói a uva completamente.

De realçar o grafismo do livro que, com as suas cores e formato, apela a uma leitura acompanhada pelo amigo de todas as alturas, o vinho. Leitão Couto sublinha o facto de este livro só ter sido possível devido aos diversos apoios que recebeu. Entre eles, está o Município de Miranda do Corvo, Município de Penacova, o Mosteiro de S. Cristóvão de Lafões, as Caves Aliança (Sangalhos) e Henrique Oliveira (Miranda do Corvo). Sem nunca esquecer, está a família que, segundo o autor, “ajudou imenso e apoiou nos momentos menos fáceis”.

A apresentação do livro ocorreu em Miranda do Covo. No entanto, haverá uma segunda apresentação em Lorvão, no mês de Outubro, aquando da festa em honra das Santas Rainhas.

Num tempo de ritmo acelerado, nada melhor que relaxar, deixar as pálpebras cederem às leis de Newton e degustar um delicioso vinho. “Enquanto está na garrafa, o vinho é meu escravo; fora da garrafa, sou escravo dele”, disse um dia Juan Luis Vives.

André Pereira
O Despertar

domingo, 2 de setembro de 2007

Vanessa Fernandes Campeã do Mundo!

Portugal, e o Benfica, podem contar com mais uma medalha dourada nas estantes históricas do desporto mundial.

Desta vez, e depois de Nelson Évora ter dado um salto em frente no atletismo nacional, a vitória coube a Vanessa Fernandes, atleta de Triatlo. A atleta do Benfica conquistou o título em Hamburgo, na Alemanha, e gastou uma hora, 57 minutos e 27 segundos a percorrer o percurso, constituído por um quilómetro e meio a nadar, 40 a pedalar e 10 a correr.

A tetracampeã europeia surge agora como uma das mais fortes possibilidades de medalha de ouro olímpica nos jogos de Pequim, que decorrerão já no próximo ano.

Novamente, e como já estamos exaustivamente habituados, este foi um título que teve enorme destaque nos meios de comunicação social… Ou seja, notas de rodapé de telejornais, caixas de um centímetro quadrado na imprensa, três segundos na rádio… E não quero exagerar…

sábado, 1 de setembro de 2007

Hitler invade a Polónia

A invasão da Polónia pelas tropas de Hitler marcou o início da Segunda Guerra Mundial, na madrugada de 1º de Setembro de 1939.

A Alemanha, derrotada na Primeira Guerra Mundial, havia perdido seus territórios ultramarinos, a Alsácia Lorena e parte da Prússia. As altas indemnizações impostas pelos Aliados causaram o colapso da moeda e desemprego em massa, factores que, explorados pelos nazis, contribuíram para o fortalecimento de Hitler no poder (assumido em 1933).

As relações entre a Alemanha e a Polónia já eram tensas desde a República de Weimar. Nenhum governo do Reich e nenhum partido alemão concordavam com a nova delimitação da fronteira leste do país (com um corredor polaco, neutro, separando o país da Prússia Oriental), imposta no Tratado de Versalhes.

Ambicionando as matérias-primas da Roménia, do Cáucaso, da Sibéria e da Ucrânia, Hitler começou a expansão para o Leste. Embora as potências ocidentais temessem o perigo nazi, permitiram o seu crescimento como forma de bloqueio ao avanço comunista soviético.

Conquistas passo a passo

Em 1935, a Alemanha havia reiniciado a produção de armamento e restabelecido o serviço militar obrigatório, contrariando o Tratado de Versalhes. Ao mesmo tempo, aproximou-se da Itália fascista de Benito Mussolini; de Francisco Franco, na Espanha; do Japão; e anexou a Áustria (Anschluss), em 1938, por se tratar de um povo de língua alemã.

No ano seguinte, com a conivência da França e da Inglaterra, incorporou a região dos Sudetas, que abrigava minorias alemãs, na Checoslováquia. Por fim, aproveitou o cepticismo ocidental em relação à União Soviética e assinou com Josef Stalin um acordo de não-agressão e neutralidade de cinco anos.

Estava aberto o caminho para atacar a Polónia, exigindo a devolução da zona conhecida por "corredor polaco" e do porto de Danzig (neutra, a futura Gdansk).

Diante da negativa da Polónia em ceder Danzig, as tropas alemãs invadiram o país em 1 de Setembro de 1939 e travaram uma guerra-relâmpago (blitzkrieg) com a frágil resistência local. Dois dias depois, a Inglaterra e a França declararam guerra à Alemanha, eclodindo a Segunda Guerra Mundial.