sábado, 9 de maio de 2009

OqueStrada - Tasca Beat: O Sonho Português

Após sete anos de palco, os OqueStrada lançaram o seu primeiro álbum de originais. A banda de Almada decidiu sair do escuro das cortinas e lançar-se para as bancas das lojas através do álbum “Tasca Beat: O Sonho Português”. Este disco é, claramente, um produto dos tempos modernos, em que várias culturas se misturam e se apresentam como uma só.

Composto por João Lima, Pablo, Zeto Feijão, Miranda e Donatello Brida, o grupo almadense reúne um vasto leque de instrumentos que vai desde a guitarra portuguesa até ao acordeão, passando pela trompete e pela contra-bacia – sim, uma bacia e um pau de vassoura unidos por um cordel.

Música tradicional portuguesa, sonoridades africanas, guitarradas ciganas e uma voz límpida e despreocupada. O talento musical de todos os elementos é acima do normal, e a versatilidade melódica é notória em todo o álbum.

Depois de tanta espera, a chegada deste disco apenas tem um comentário: Era só o que faltava! Para primeiro single, os OqueStrada escolheram a canção “Oxalá te Veja”, uma música em que Miranda diz que tem “dores fechadas em caixinhas”.

No entanto, as caixinhas não estão lá muito bem fechadas. Há algumas dores que vagueiam pelo álbum. As palavras não sobem ao nível da música e, muitas vezes, chegam a roçar o ridículo com expressões e erros de gramática crassos. Porém, o cd parece-me geralmente bem construído e, depois de treze músicas bem esgalhadas (é mesmo este o termo – ouçam e confirmem), ainda há um bombom final. Nesta prenda há qualquer coisa que me anima.


Casting Stars

2 comentários:

Pedro Pinto disse...

Ainda não vi o álbum. Já os conhecia do myspace. São muito bons e bastante diferentes, espero que as músicas que tinham antes estejam no álbum, porque qualquer uma delas era genial. Desejo muito sorte aos Oquestrada, grande banda, presença assídua na minha banda sonora do ano passado. :P

Abraço!


www.rubrica-maltratada.com

André Pereira disse...

O álbum é muito agradável de se ouvir. Porém, continuo a achar que falta ali qualquer coisa.

Abraço!