terça-feira, 9 de junho de 2009

Europeias. Eu-ro-pei-as!

Se a tabela for virada ao contrário, o PSD ficou em último lugar. E é assim que os resultados destas eleições europeias devem ser analisados. Sem utilizar a palavra “primeiro” nem “vencedor”. Este campeonato lembrou-me o último que o Benfica venceu. Teve o seu mérito, mas só ganhou porque o FC Porto estava muito fraquinho. Assim se passou ontem. O Paulo Rangel (e não o PSD!) venceu porque o Vital Moreira (e não o PS!) foi (e é) muito fraquinho. Esta é uma não-derrota do candidato Paulo Rangel que trouxe, é certo, alguma frescura política ao PSD. No entanto, até um passageiro do avião que se despenhou no Atlântico tem mais frescura e vivacidade do que o Vital Moreira. Porém, agora que Paulo Rangel se vai embora, como fica o PSD? Com a Manuela Ferreira Leite, novamente. Uma peça de cera que tem menos expressividade que um bloco de cimento e com o mesmo sentido de oportunidade que o Nuno Gomes. A apatia e retrocesso que o PSD atravessa é doloroso e faz-nos ver que, afinal, a política ainda pode ser um antro de incompetências e imbecilidades.

Errada, aliás, erradíssima a mensagem que algumas pessoas tentam transmitir, transportando os resultados destas eleições para os futuros resultados das legislativas. Aceito que muitas pessoas não votaram no Partido Socialista como forma de castigar o Governo, porém, muitas houve que não votaram PS porque era encabeçado por Vital Moreira, um homem que, apesar da sua inteligência (um dos pilares da nossa Constituição), se revelou como um autêntico fracasso enquanto político e enquanto líder. Portanto, parem de se armar em Professores Bambos da política e coloquem as cabecinhas a pensar. E não a inventar, está bem? Estas foram as Eleições Europeias. As Eleições Legislativas virão brevemente. Não foram agora. Até porque há muitas disparidades entre elas, e os meios (técnicos e humanos) a serem utilizados são muito diferentes. Os objectivos são outros, as pessoas são outras, o contexto é outro. Aí sim, critica-se ou apoia-se o Governo, critica-se ou apoia-se a Oposição. Cada coisa a seu tempo.


Outra coisa é a abstenção. As pessoas têm de tomar consciência, de uma vez por todas, que o voto é um dever. Se querem mostrar desinteresse perante a política, votem em branco ou votem nulo. Façam o que bem entenderem, mas votem! É vergonhoso passarmos o ano a criticar tudo e mais alguma coisa e, finalmente, quando chega a altura de podermos exercer plenamente as nossas funções de eleição, deixarmos as escolhas entregues a outros. Não é apenas desinteresse, é uma autêntica estupidez!


Esta não é uma derrota apenas de José Sócrates, como muitos querem fazer crer. Sócrates assume a sua quota-parte, como é óbvio, uma vez que foi ele quem escolheu Vital Moreira para candidato, o que se revelou num erro de casting tremendo. No entanto, não era Sócrates que estava em jogo, mas sim Vital Moreira. E só alguém com uma capacidade elevada de ignorância é que não sabe distinguir as duas coisas.


O certo é que continuarão a nascer pessoas com o martelo na mão esquerda, a foice na mão direita e a asneira na ponta da língua. Felizmente, nunca chegarão ao poder e contentam-se com lugares medíocres. À sua semelhança.

11 comentários:

Pedrito07 disse...

Cá estou eu outra vez André!

Aceito a tua opinião, embora não concorde com alguns pontos.

A verdade é que tivemos de um lado a Manuela Ferreira Leite, que até pode ser tudo o que tu dizes, e ninguém o pode negar, mas que soube escolher o candidato certo, na altura certa, e acreditou nele até ao fim. Sem grandes folclores nem palavreados, o PSD foi o partido que elegeu mais deputados.

Por outro lado o José Sócrates que para além do já referido erro de casting, nos últimos dias de campanha e principalmente ontem, quase que inconscientemente puxou para si toda a responsabilidade, demonstrando aquilo que não queria demonstrar: que foi um dos principais derrotados das eleições.

Não sei se caso não fosse o Vital Moreira o candidato, os resultados seriam outros (muito possivelmente seriam mais favoráveis ao PS), no entanto ninguém pode negar que as pessoas estão fartas desta política de superioridade e de vaidade que o governo, na pessoa do primeiro-ministro tem adoptado durante estes anos. Continua sem querer reconhecer que o país está numa situação insustentável, e tem um discurso fanfarrão e sem o mínimo de humildade.

É certo que estas não foram as legislativas, e que a Manuela Ferreira Leite perde claramente em confronto directo com José Sócrates num possível debate, pois este ultimo é muito mais eloquente. Mas se calhar a nível técnico não existe comparação. Acho que Manuela Ferreira Leite não tem realmente perfil de primeira-ministra...mas estando do outro lado José Sócrates, caso este não mude de atitude até Setembro, pode bem acontecer-lhe o mesmo que aconteceu ao Vital Moreira...

Abraços

Pedro Pereira disse...

André e Pedro,

Respeito ambas as opiniões, e em certa parte também concordo com ambas. Estas eleições foram marcadas sobretudo, e mais uma vez, pela abstenção. E quer queiramos quer não, os resultados seriam bem diferentes se a abstenção fosse de 40, ou 35%. Acredito mesmo que quem ganharia vantagem nessas circunstâncias seriam os 3 partidos fora do Bloco Central.

A Manuela Ferreira Leite pode ser muito boa tecnicamente, mas tecnicamente a nível de quê? Não existe o ser bom tecnicamente a primeiro-ministro. Ela daria sim, e foi, uma boa ministra das finanças, mas acreditem que ela no lugar do extraordinário Teixeira dos Santos faria um trabalho quanto muito do mesmo nível ou inferior. As pessoas têm que se convencer que não é o governo mais popular que é o melhor. Não é o ministro que corta os impostos que é o melhor. E, sobretudo, não foi Sócrates que mergulhou o país e o mundo na crise. Aliás, segundo muitos analistas, o governo fez o melhor que pode e devia de acordo com a situação. Não digo que só tenha tomado boas decisões, o que seria mentira, mas não tenho dúvida que o pendor da balança cai para o lado das boas (e impopulares) decisões.

O problema é que os portugueses não têm espírito de sacríficio e só olham para os próprios umbigos e para a sua classe. As pessoas não podem ficar à espera que resolvam todos os problemas por eles e a culpa do que está a acontecer é sempre do governo. E eu sempre ouvi isto desde que me lembro de ouvir sobre política, independentemente de ser Cavaco Silva, Guterrez, Barroso ou Sócrates o primeiro-ministro. A política do bota-abaixo (como diz Sócrates) é bem real.

Mais vos digo, Sócrates é sem dúvida o melhor político que temos em Portugal. Pode não ser bom "tecnicamente" mas sabe o que diz e o que está a fazer e vai até ao fim com as suas convicções. Toma decisões, e toma, porque tem maioria absoluta e foi o povo que assim o quiz. Se o Mourinho também não deixa de ser o melhor treinador do mundo só porque é arrogante. É-o pelas decisões que toma, polémicas ou não, mas que produzem resultados. E as principais políticas do governo, se ainda não produziram algumas, irão produzir no futuro. É preciso tempo e estabilidade.

Saudações a ambos e abraços.
Pedro, espero que estejas a gostar aí da Florida. Tive recentemente com o teu pai cá em Coimbra :)

Pedro Pereira disse...

Como devem ter reparado estava numa onda castelhanha e escrevi Guterrez e "quiz" em vez de Guterres e "quis". Há ali também uma frase que tem um "se" a mais.

Correcções feitas, posso ir dormir outra vez.

André Pereira disse...

Olá Pedros!

Pedro Aurélio, antes de mais, deixa-me agradecer-te por acederes ao meu blogue não apenas para ver se tenho a foto de alguma deputada italiana, mas sim também para ler e comentar textos que não são tão atraentes como as moçoilas de Berlusconi.

Eu faço minhas as tuas palavras: “Aceito a tua opinião, embora não concorde com alguns pontos.”

A Manuela Ferreira Leite escolheu o melhor candidato, contra muita gente do próprio partido que, diga-se, agora abriu garrafas de champanhe e dança no mesmo baile que Paulo Rangel. O PSD foi o partido que elegeu mais deputados sem muito “folclore nem palavreados”, é certo, mas talvez por causa disso é que Manuela Ferreira Leite nunca há-de ser Primeira-Ministra. Não é preciso (muito) folclore, mas o palavreado é essencial. O palavreado correcto e atempado, entenda-se. E Manuela Ferreira Leite não fala e, quando o faz, é para corrigir a má interpretação que foi feita das suas palavras. Lembremo-nos de dois casos: “suspensão da Democracia durante seis meses” e “estas medidas apenas vão diminuir o desemprego na Ucrânia e em Cabo Verde”.

Sócrates tem o dom da palavra e tem o dom da acção. E isso incomoda muita gente, especialmente o nosso povo que já nasceu de braços cruzados e língua afiada. É óbvio que Sócrates chamou a si a responsabilidade destes resultados eleitorais porque é ele o Secretário-geral do Partido Socialista e, no papel, foi o PS que perdeu e não o Vital Moreira. Eu não nego isso, apenas acho que devemos ver para além do papel. Analisando as eleições, as suas características e o contexto em que se inseriram, o responsável-mor foi Vital Moreira. Porém, como excelente líder, Sócrates deu a cara e 'levou o tiro pela equipa'.

A política do Governo não consiste em vaidade nem em superioridade. Aí discordo totalmente de ti, e dou total razão ao meu irmão. José Sócrates “sabe o que diz e o que está a fazer e vai até ao fim com as suas convicções. Toma decisões porque tem maioria absoluta e foi o povo que assim o quis”. Não podemos continuar a criticar quem quer que esteja no governo ou em qualquer outro cargo de chefia. Os patrões nunca são vistos com bons olhos, mas são eles que têm de tomar as decisões e são eles – mais do que ninguém! – que têm de acarretar com as consequências. Também não me parece que a humildade seja um requisito para se ser Primeiro-ministro. Julgo que isso é uma seta atirada sem qualquer sentido, quando mais não tem que se dizer. Lembra-me muito as crianças, quando já não têm argumentos: “Mas tu és cocó! És e pronto!”. E acabou a conversa. Já não se discute mais porque a resposta é sempre: “Porque sim”.

Sócrates não vai perder as próximas legislativas e até arriscaria a dizer que as vai vencer com maioria absoluta. As pessoas precisam de um líder forte que leve até ao fim as suas ideias, por muito impopulares que elas sejam. Nós portugueses não gostamos de tomar decisões, gostamos sim, que tomem decisões por nós. Nós somos bons seguidores, mas maus, muito maus, condutores. Mas deixarei este tema para outro texto. E, nessa altura, espero contar com os vossos excelentes comentários!

Obrigado por me lerem! E, não se esqueçam, “o verdadeiro conhecimento nasce da discussão”. Quem disse isto? Esse mesmo, Sócrates, o filósofo.

Pedro Pereira disse...

Gostava até de deixar aqui mais um pequeno comentário que me esqueci de referir. Como já devem ter reparado, sou fã de Sócrates. Não votei PS nas europeias, simplestemente porque não acho que Vital Moreira seja capaz. Aliás, quem tem boca vai a Roma, e o contrário também se aplica. O senhor não tem claramente o dom da palavra, algo essencial na política. O meu candidato ideal seria mesmo Paulo Rangel, mas também não votei PSD por ter medo que acontecesse aquilo que aconteceu. Retiraram-se conclusões precipitadas e orientadas para as legislativas. Isso não passa de uma ilusão. Eu gostaria de ter votado PSD no domingo e não o fiz por esse mesmo motivo, que se veio a confirmar. Tudo isto, para se ter ideia de que, provavelmente, haverá mais gente a pensar como eu, e que votou no PSD a pensar apenas no dr. Paulo Rangel, mas que continuam a achar Sócrates o nosso Primeiro-Ministro.
Tenho dito.

Pedrito07 disse...

Isto esta animado...estou a gostar!
Primeiro que tudo dizer que estou a escrever de um teclado americano que nao tem acentos, mas nao consegui esperar por chegar a casa para responder. Estou muito bem aqui pela Florida, e mais uma experiencia que aconselho a todos! PUB: Podem sempre “visitar-me” em www.myspacecenter.blogspot.com ...espero que nao te importes Andre...lol...eu depois passo o cheque! O meu pai disse-me Pedro, eu vi a apresentacao em power point e estava fixe. Parabens!
Em relacao a discussao, acho que o PSD tera sido mesmo o maior prejudicado pela abstencao. Porque quem vota nos partidos fora do bloco central, vai sempre votar, quer tenha duas pernas ou dois partidos, os dois figados de fora...tanto faz...votam sempre. A abstencao normalmente sao aqueles indecisos, que ora uma vez votam PSD outra PS, e muito possivelmente nestas eleicoes era mais facil colocar a cruz em Paulo Rangel que em Vital Moreira. Mas a abstencao foi assim por toda a Europa, portanto acho que nao e por ai!
Se olharmos para os exemplos de Franca e Italia, mais propriamente para Sarkozy e Berlusconi, e compararmos com Socrates, penso que estarao ao mesmo nivel: excelentes politicos ao nivel da capacidade de comunicacao e controlo de imagem, ajudados por um grupo de markting que sabe realmente o que faz, e que pelo menos em Portugal nunca se tinha visto. Estes grupos sao capazes de verdadeiros milagre tal como transformar verdadeiros escandalos em situacoes perfeitamente normais. Se nao digam-me como era possivel Socrates sobreviver ao caso Freeport, mesmo sem estar confirmado o seu envolvimente, ou mesmo Berlusconi ao recente caso das meninas que leva ate casa (nao tens fotos dessas andre?).
E ai que resinde a diferenca. As suas imagens parecem intocaveis, aconteca o que acontecer. Na minha opiniao, ainda assim, Franca e Italia estao pior servidas que nos, sendo que considero Sarkozy e Berlusconi puros idiotas politicos! No entano, e surpreendentemente ou nao, estes dois (os seus partidos) venceram as eleicoes europeias nos respectivos paises, o que nao aconteceu com Socrates. Sera que podemos colocar toda essa responsabilidade em Vital Moreira? Seria diferente com outro candidato? Ou sera que os portugueses foram mais rapidos a perceber todo este jogo de bastidores que os italianos e franceses? Ou sera que fomos mais lentos a perceber que uma coisa sao eleicoes europeias e outra eleicoes legislativas? Sao muitas perguntas as quais possivelmente so teremos resposta em Setembro, ou nunca teremos. Acredito que muita gente que votou, votou pensando em Jose Socrates e no governo. Agora se e gente suficiente para em Setembro levar Manuela Ferreira Leite a primeira-ministra duvido. Se calhar com outro candidato, e o PSD tem melhores opcoes, teria poucas duvidas. Uma coisa e certa, nao penso que seja com Berlusconis, Sarkozis y Socrates que o nosso pais se safa...e preciso mais que isso, nao chega ter o dom da palavra e uma boa foto!

Estiquei-me um bocado...desculpem la! Ver se combinamos qualquer dia um jantar...sempre e mais facil que escrever!

Abracos

pedro disse...

Ainda bem que também falas destas coisas kid :-)

Quanto aos resultados... O PSD não ganhou votos. Apenas manteve as percentagens ridículas dos últimos combates e o número de votantes anda sempre à volta do mesmo.

Quem perdeu, e muito, foi o PS. Percentagem, votos, deputados, tudo. O que quer dizer que a partir daqui só pode voltar a subir. Péssimo candidato, péssima campanha, péssimo tudo.

Isto tudo para dizer que houve falta de comparência do PS. E que o Paulo Rangel, que tem sido endeusado, mostrou logo na noite das eleições que tipo de pessoa é ao fazer queixinhas que não tinha recebido um telefonema do PS. Enfim, está tudo dito certo?

pedro disse...

Uma noite extra, que vai parecer dura. Pegando numa das últimas palavras do post, medíocres aqueles que não foram votar apenas porque não lhes apeteceu.

Pedro Pinto disse...

eu fui um dos que não votou PS, como forma de "castigar" o governo por algumas políticas demasiado autocráticas e também pelo cabeça de cartaz ser demasiado frouxo.
Contudo espero que o PS ganhe as legislativas porque o PSD não é, de modo algum, partido para governar o País. Pelo menos neste momento. Outro ponto fundamental é que o PS não ganhe por maioria absoluta. Acho que só fazia mal ao País ser governado nesta altura por um governo com maioria.

Outra nota importante a tirar nestas legislativas é o grande crescimento do BE. Apesar de um pouco de demagogos, têm toda a legitimidade para se assumirem como o 3º partido.

Boa crítica!

Manuel M. Marques disse...

Antes de mais, desculpem intrometer-me na discussão, mas depois de ler tudo isto deu-me vontade de comentar também. :)
Concordo com a ideia geral do texto do André, estas eleições não representaram uma vitória para o PSD. Obteve praticamente os mesmos resultados que nas eleições anteriores, quando a conjuntura era muito diferente. Ou seja, não conseguiu aproveitar o facto de o partido rival se encontrar no Governo e enfrentar muita contestação para obter votos nestas eleições. A frase do Pedro “foi uma falta de comparência do PS” julgo resumir na perfeição aquilo que se passou.

E também concordo quando dizem que, apesar do que se passou, o PS vai ganhar as legislativas. Discordo na questão da maioria absoluta, mas isso é uma ideia que já tinha antes das Europeias. Sócrates assenta o seu discurso numa lógica de positivismo (que só assim pode ser considerado quando todos os relatórios exteriores ao governo contrariam o que defende) que arrepiaria o próprio Pangloss. Não digo com isto que as suas políticas estão erradas, e concordo com o Pedro quando diz que é o melhor que temos. Sócrates está a fazer aquilo que pode e nenhum outro o faria melhor no lugar dele. Mas sabe, como nós sabemos, que não vai obter os resultados que pretende. E nega-o até ao fim porque quer manter o seu posto. Está no seu direito. Assim como estão as pessoas que o criticam. Tanto Sócrates tem o direito de considerar uma crítica como “bota-abaixo”, como os “bota-abaixistas” têm o direito de a fazer, simplesmente porque é essa a matriz do Estado em que vivemos.

André, já a ideia que transmites nesta frase (vá, em todo o parágrafo, mas vou usar a frase por questões de espaço): “Não podemos continuar a criticar quem quer que esteja no governo ou em qualquer outro cargo de chefia”; parece-me tão perigosa como a da absurda distribuição de riqueza que defendem as pessoas que “nascem com o martelo na mão esquerda, etc.,etc.”. Eu compreendo aquilo que Sócrates faz ao criticar a malta do “bota-abaixo” (e que vocês estão a defender): esforça-se por unir o povo num projecto comum, o que é importantíssimo. Mas, ao fazê-lo da forma como tem feito, está a tentar calar a crítica, tornando-se autoritário. E só num estado desse género é que ele poderia definir se determinada crítica contribui ou não para a evolução da nação. Foi assim, acusando quem está contra, independentemente da validade das críticas, que os republicanos convenceram um senado inteiro a autorizar a segunda guerra do Iraque, que não trouxe qualquer proveito à nação americana per se. Se esse é o caminho para um projecto comum, mais vale assumir as coisas como a MFL, quando se descaiu na questão da ditadura.
E, André, não me parece que sejam as cúpulas da sociedade (tanto públicas como privadas) a arcarem com as consequências como defendes. Olhemos para o caso BPN. Quem te parece que estará pior: a família do Oliveira e Costa, ou a de um gajo que está desempregado e que não sabe quando terá o dinheiro que guardou?

André Pereira disse...

Obrigado a todos pelos comentários, Pedro, Pedro, Pedro, Pedro e Manuel.

- Com tantos Pedros a comentar, só falta mesmo o Santana Lopes. (Coisa que não me admirava) -

O PSD não conseguiu mais votos. O PS é que os perdeu para a esquerda: CDU e BE. O PSD manteve o seu núcleo de votantes. Nem Paulo Rangel conseguiu angariar mais votos, portanto, também não será a Manuela Ferreira Leite a consegui-lo. A franja de eleitores que o Partido Socialista perdeu é facilmente "recarregável" uma vez que é um grupo que, nem por sombras, quer ver o PSD no Governo. Aproveitou as Europeias para dizer: "Oh Sócrates, o Vital é fraquinho, não voltes a fazer asneiras. Mas continuamos contigo".

E, basicamente, é isto!

Obrigado a todos! Abraços